13 de maio de 2016

Todo apoio à greve dos operários da VOLVO em Curitiba

Por Marcello Locatelli - PSTU de Curitiba-PR
Em momentos de crise, e sempre é assim em situações de crise econômica, os capitalistas querem manter e ampliar sua margem de lucro. Para tanto, não se importam em sacrificar os trabalhadores, retiram direitos, reduzem salários, e aplicam as demissões para aumentar a exploração sobre o conjunto da classe. Ignoram que todo o lucro e enriquecimento que tiveram no momento anterior só foi possível devido ao suor e trabalho dos operários.
Foto do SMC - operários da VOLVO em greve
O PSTU declara total apoio e solidariedade a greve dos operários da VOLVO em Curitiba. Em meio a grave crise econômica e política que vivemos no país, a empresa quer implementar sua política de demissões, que prevê, entre outros pontos, um PDV (Plano de Demissão Voluntária) até 31 de maio e após esta data um PDI (Plano de Demissão Involuntária).  Em assembleia realizada dia 12 de maio, em votação secreta, os trabalhadores rejeitaram a proposta nos termos da empresa.

Sabemos que vivemos uma grave crise política e econômica, em meio a qual as condições de vida dos trabalhadores vem piorando e é agravada diante do cenário terrível das demissões em massas que é uma realidade em todo Brasil. Os capitalistas como sempre querem colocar a conta da crise nas costas da nossa classe, para isso contam com o apoio dos governos federal e estadual. Assim como o governo da presidente afastada, Dilma Roussef, o atual governo Temer não tem uma política a favor dos trabalhadores. Não podemos ter nenhuma confiança e ilusão nesses governos que estão com os grandes empresários do campo e da cidade, porque na prática, em meio à crise, estão provando de qual lado estão.

Contra as demissões! Redução da jornada de trabalho sem redução dos salários para ampliar os postos de trabalho!

Em momentos de crise, e sempre é assim em situações de crise econômica, os capitalistas querem manter e ampliar sua margem de lucro. Para tanto, não se importam em sacrificar os trabalhadores, retiram direitos, reduzem salários, e aplicam as demissões para aumentar a exploração sobre o conjunto da classe. Ignoram que todo o lucro e enriquecimento que tiveram no momento anterior só foi possível devido ao suor e trabalho dos operários.

Em momentos de crise quem deve pagar a conta são os capitalistas, não podemos aceitar o sacrifício e desmoralização da classe trabalhadora diante do desemprego. Isso é inaceitável.

Abertura das planilhas da VOLVO! O sindicato e os operários devem saber quais os lucros reais da empresa! Fim segredo comercial!

Em uma situação tão crítica como a que vivemos no país, com o desemprego aumentando a cada mês, com os trabalhadores sendo aterrorizados com o fantasma do desemprego, é preciso que o movimento sindical comece a levantar essas palavras de ordem.

Trabalhadores da VOLVO
Exigir a instauração de comissões de fábrica compostas por trabalhadores eleitos para verificar quais os reais lucros dos empresários nos últimos anos e na atual conjuntura. Por isso, exigimos a abertura das planilhas, para que exista de fato transparência nas negociações entre os sindicatos e os empresários, para que os trabalhadores tenham o direito democrático de conhecer a verdadeira situação.

Por um plano nacional de obras públicas para gerar empregos!

Diante da crise econômica e das demissões em massa, precisamos de um plano nacional de obras públicas voltadas aos interesses do povo. O ajuste fiscal promovido no país tem o objetivo de reduzir os gastos sociais (saúde, educação, segurança, creches, previdência, etc.) para que o dinheiro público e a prestação dos serviços públicos sejam destinados aos capitalistas. Isso também é inaceitável.

Os governos de plantão não irão aplicar de boa vontade essas medidas, ao contrário, querem promover um duro ajuste fiscal e também reformas que atacam a classe trabalhadora. Como é o caso da anunciada reforma trabalhista e da previdência. Não é por acaso que o ministério da Fazenda do governo de Temer é agora o responsável pela política de Previdência Social.

Por uma greve geral! Contra o ajuste fiscal! Contra o desemprego! E para botar para Fora Todos Eles! Fora Temer! Eleições gerais já!

Nenhuma confiança nos governos. Todas as medidas a favor dos trabalhadores dependem da organização e da luta direta. Só conseguiremos estas medidas com mobilização geral, com greve geral. Dizemos isso por que os governos estão a favor do ajuste fiscal e do plano de ataques.

Foto do presidente interino Michel Temer (PMDB)
Na atual situação que vivemos no país, o único caminho capaz de garantir a vitória da nossa classe depende da ampliação da mobilização organizada da maioria do povo. Esta mobilização deve começar por uma greve geral. Por isso, é necessário que as principais centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB) tenham a real disposição em construí-la.

Infelizmente não temos visto tal disposição. Por um lado a Força Sindical Nacional, sob a direção do deputado federal, Paulinho da Força, está aliado à oposição de direita vinculada à FIESP/FIRJAN, e aliado ao governo de Michel Temer (PMDB). Por outro lado, a CUT e a CTB, até o momento não fizeram nada no sentido de construir a greve geral, em meio à crise estiveram mais preocupadas em defender Dilma (PT).


É necessário construir a greve geral dos trabalhadores. É preciso que as direções das centrais rompam com suas alianças e se coloquem a construir este caminho. Para derrotar o ajuste fiscal, avançar nas reivindicações dos trabalhadores e para botar para fora todos eles e exigir a realização de eleições gerais já.

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