11 de março de 2016

NOTA DO PSTU SOBRE O 08 DE MARÇO EM CURITIBA

Secretaria de Mulheres do PSTU Curitiba
Esse ano o 8 de março que deveria ser um ato para representar as lutas das mulheres trabalhadoras, infelizmente teve um caráter governista pelos movimentos ali presentes (Marcha Mundial da Mulheres, UBM, MAB).

      Esse ano o 8 de março que deveria ser um ato para representar as lutas das mulheres trabalhadoras, infelizmente teve um caráter governista pelos movimentos ali presentes (Marcha Mundial da Mulheres, UBM, MAB). Ao invés de fazerem um chamado para que o governo rompa com a burguesia, se unirem por pautas como mais investimentos por creches, mais investimento na luta contra a violência a mulher, denunciando que mesmo sendo uma mulher na presidência não governa para nós trabalhadoras e opta por bancar e aplicar o ajuste fiscal não priorizando políticas públicas para as mulheres, esses movimentos escolheram blindar, rebaixando as pautas de luta, colocando como pauta central a questão da tarifa elétrica.

Desde o início tentamos nos somar com o objetivo de construir coletivamente o ato, assim como os outros anos. Polemizamos com a proposta inicial de que o ato tivesse como pauta principal a redução da tarifa elétrica, mesmo entendendo que este é um problema que afeta diretamente as mulheres, não achamos que seja a luta primordial nesse momento. Porém, dialogamos, propomos e o caráter do ato se expandiu, e achamos correto que independente de nossas diferenças política, nos somaríamos esperando uma unidade real no ato.

No entanto, todos os combinados realizados antes nas reuniões de organização não foram contemplados no dia ato. Infelizmente, a suposta defesa da democracia que tanto se colocou como pauta foi somente para um lado, para o lado de quem defende o governo. Nós mulheres do PSTU (e outras organizações de esquerda) que nos diferenciamos politicamente não nos sentimos representadas nesse ato, e ainda, nos sentimos desrespeitadas no momento de posicionar e expressar tais diferenças.

Tivemos nossa fala abafada por companheiras responsáveis pela agitação, puxando palavras de ordem e dificultando que outras pessoas nos escutassem, desmoralizando a fala de nossas companheiras por ter “desrespeitado a presidente Dilma e que a partir daquele momento ela estava impedida de fazer fala e se quisesse falar, ela que comprasse um caminhão de som”.

Nós do PSTU, entendemos que essa foi uma tentativa para boicotar a participação de outros movimentos e partidos, que discordam do governo petista e apresentam de forma clara e transparente essas diferenças.

Repudiamos atitude de coibir e assediar a nossa participação e falas, pressionando uma militante mulher e feminista. Não somos “mulheres com Lula”, “não somos mulheres com Dilma”, infelizmente o maior golpe que vem sendo dado é contra as mulheres trabalhadoras, que estão tendo seus direitos retirados, submetidas a violência contra a mulher crescente. Fora PT, PSDB, PMDB! Fora todos eles! Esse é a resposta que as mulheres do PSTU continuarão a dar nas ruas!




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