7 de março de 2016

8 DE MARÇO - A LUTA DAS MULHERES É INTERNACIONAL!

Desde 2013, todo o país vem fervendo em lutas, e as mulheres da educação básica paranaense também colocaram seu bloco na rua contra o ajuste fiscal de Richa. A “pátria educadora” e o estado onde “educação é prioridade” atacam as mulheres e elas reagem!

Dilma (PT), apesar de mulher, não governa para nós. Assim como o Richa (PSDB) e Cunha (PMDB), Dilma foi financiada pelo agronegócio, por empreiteiras e banqueiros. Diante da crise econômica que cresce, governam para seus financiadores. Deixam de investir nas áreas sociais, como saúde e educação, para repassar dinheiro à banqueiros, fraudar licitações para empreiteiras e beneficiar grupos empresariais e fazer caixa dois com dinheiro do estado!

CRISE: Uma contra que as mulheres não fizeram e não devem pagar!

Para garantir o dinheiro de banqueiros, Dilma (PT) vem cortando da saúde e educação públicas, aprofundando o caos existente nessas áreas. Não é sem motivo que em 2015 o funcionalismo federal entrou em greve por mais de 100 dias. O dinheiro economizado com cortes, vai para o bolso de banqueiros nacionais e internacionais através do pagamento dos juros e amortizações da dívida pública – o chamado superávit primário. Em 2015 a dívida consumiu 47% do orçamento da união (R$1,3 trilhões), mas saúde e educação juntas não somaram 8%. Para 2016, Dilma quer uma nova reforma da previdência, aumentando ainda mais o tempo de contribuição e trabalho das mulheres!

Derrubar o governo Richa: o que faltou? Uma direção revolucionária.
Com Beto Richa (PSDB) e Alckmin (PSDB) não é diferente. Em 2015, ambos governadores enfrentaram longa greve das educadoras. No final do ano, Alckmin ainda foi derrotado pela resistência de 200 escolas ocupadas por secundaristas contra a “reorganização escolar”. Beto Richa rouba nossa aposentadoria, contrata de forma precária 30% das educadoras do estado, que não tem direito à carreira, licensas, SAS, e ficam muitas vezes meses sem receber o salário.
A educação de 2016 começa caótica em muitos estados: falta de merenda, salários e pagamentos atrasados, fechamento de turmas e escolas, adoecimento e demissões das educadoras em contratos precários.


Para barrar todos estes ataques, é necessário lutar contra os ajustes fiscais e botar todos os governos corruptos para fora!

Atualmente, nenhum governo irá defender nossos direitos. É preciso que fiquemos mobilizadas! Em 2015, a educação básica de 10 estados entraram em greve, mas a CUT/CNTE* não unificaram essas lutas, um enorme erro. Apesar da própria CNTE fazer 3 dias de greve anualmente, a direção da APP-Sindicato defende há anos que paralisemos apenas um dia. É mais que essencial que pressionar a APP-Sindicato, bem como a CUT/CNTE a convocar uma grande greve geral da educação pública para colocar os governos na parede e barrar o desmantelamento das escolas e de nossas condições de vida. Nas escolas, é possível realizar atividades de conscientização da comunidade, como fizemos na greve, principalmente nos dias 29 de cada mês.

Só a luta muda a vida!

ANEL presente na marcha contra PT, PSDB e PMDB out/2015.
MARIA DA PENHA: SEM 1% DO PIB É LETRA MORTA

Nos últimos 10 anos, a violência sofrida pelas mulheres aumentou, principalmente entre as negras. Apesar das mulheres terem lutado pela Lei Maria da Penha, Dilma (PT) não investiu de forma significativa no combate à violência contra a mulher. Em 2014 foram gastos 26 centavos por mulher no combate à violência (R$25 milhões), enquanto para Copa foram R$30 bilhões! Por isso faltam delegacias e varas especializadas, profissionais qualificados e casas abrigo!
Somos nós maioria a trabalhar na educação básica e saúde, além de sermos suas maiores usuárias – por isso as mais afetadas. Ser educadora é enfrentar baixos salários, péssimas condições de trabalho, falta de infra-estrutura, sobrecarga ou excesso de funções, pagamentos atrasados, falta de creches, leitos e medicamentos. Ainda somos assediadas em nossos locais de trabalho, enfrentamos dupla/tripla jornada de trabalho (temos que cuidar da casa, dos filhos, estudar, trabalhar, etc.), recebemos menos que os homens na média nacional (apesar de estudar mais), e somos maioria nos postos de trabalho terceirizados.
Se continuar assim, vamos continuar morrendo! São as mulheres (principalmente negras) que estão pagando a conta da crise!

Para combater a violência, durante o XII Congresso da APP-Sindicato, nossa militância propôs e conquistou a aprovação do orçamento de 1% do PIB para o combate à violência contra a mulher como item de pauta da categoria. Vitória das mulheres!


-Contra a Reforma da Previdência!
-Basta de demissões e desemprego!
-Chega de violência contra a mulher! 1% do PIB já!

-Basta de PT, PSDB e PMBD! Fora Todos!


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