22 de fevereiro de 2016

Feminismo e Classismo: um debate necessário em tempos de crise




Juventude do PSTU

"As mulheres precisam romper com esse governo e organizar sua resistência através de mobilizações e greves, colocando para fora todos eles e exigindo a convocação de novas eleições gerais!"
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Na última quarta feira,  dia 17/02, a juventude do PSTU, em conjunto com a Secretaria de Mulheres, deu início ao Ciclo de Debates sobre Classismo e Combate às Opressões em Curitiba. 

O primeiro encontro, sobre Feminismo e Classismo, contou com a participação de cerca de 50 pessoas, desde estudantes secundaristas, universitários e trabalhadores. 

O debate foi iniciado com parte do curta “A Boneca e o Silêncio”, de Carol Rodrigues, que retrata a questão do aborto na vida de uma jovem negra e moradora da periferia. 

Com a exibição deste curta e o tema do debate, a discussão que se queria levantar era sobre quem são as mulheres que mais sofrem com a falta de investimento e a precarização não só da saúde pública, mas de todos os outros setores sociais. 

Entre as questões levantadas estavam a maternidade, a violência obstétrica, o que significa ser mãe e mulher hoje em dia, Zika vírus, PL 5069, a organização das mulheres contra o machismo e de que forma as mulheres mais proletarizadas sentem e vivem tudo isso. 

Para nós, o fato de existir uma presidente mulher no Brasil não melhorou a vida das mulheres, muito menos das trabalhadoras e jovens periféricas. 

Só no ano passado, foram cortados cerca de 12% do orçamento da saúde pública, como parte dos planos do ajuste fiscal, dinheiro que saiu dos serviços públicos e foi para o bolso de banqueiros e empresários, sendo que 57,9% dos usuários do SUS são negros e 75% são mulheres – são esses setores que mais estão sofrendo com esses ataques, pois jogam a crise econômica e política nas costas das pessoas oprimidas e exploradas. 

Basta de Machismo: Fora Todos Eles! 

O projeto de lei de Eduardo Cunha também foi debatido. Não é possível falar sobre o aborto sem pensar no recente PL 5069. O projeto, conhecido como de autoria de Cunha (PMDB), também conta com a assinatura de deputados de mais 8 partidos políticos, sendo eles PV, PSB, PSDB, PDT, PSB, PP, PR e o próprio PT. [1]

Atribuir a existência de uma onda conservadora a projetos como esse é mascarar o fato de que políticos como ele tiveram espaço dentro do Governo por conta de acordos e manobras políticas realizados pelo Partido dos Trabalhadores.

Sabemos que os partidos que governam o país, estão juntos no poder para manter seus privilégios e governarem para os ricos, para isso, nos oprimem e retiram nossos direitos. As mulheres precisam romper com esse governo e organizar sua resistência através de mobilizações e greves, colocando para fora todos eles e exigindo a convocação de novas eleições gerais!

Por fim, a reflexão que ficou no debate foi: a quem serve a desmobilização das mulheres na luta? A quem serve a exploração e opressão das mulheres? Após a Revolução Russa de 1917, com a instauração do estado socialista, vários direitos foram conquistados pelas mulheres e homossexuais. 

Por mais que a opressão da mulher seja anterior ao capitalismo, ele se valeu muito bem da combinação entre o machismo e a exploração. Hoje, mesmo 99 anos depois da primeira experiência histórica de legalização do aborto, essa ainda é uma das discussões mais polêmicas, e longe de ser superada em nosso país.

Não há capitalismo sem machismo! Por isso, as mulheres trabalhadoras devem se organizar e desenvolver a luta feminista em conjunto com os homens trabalhadores, pela emancipação de toda a classe na construção de outra sociedade que dará fim à exploração e construirá as bases concretas para derrotar toda forma de opressão!

A juventude do PSTU convida a todas e todos para os próximos espaços do Ciclo:
24/02 (quarta): Classismo e LGBTs.
02/03: Classismo e questão negra.



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