15 de outubro de 2015

"Ao mestre com carinho..."

Por Márcia Farherr, professora e militante do PSTU



Hoje é o nosso dia, o dia dos(as) professores(as), e neste ano a comemoração é acompanhada de muita luta por direitos, salários e condições de trabalho.


As categorias da educação foram protagonistas de manifestações, greves, ocupações de Assembleias Legislativas e foram vítimas da violência policial a mando dos governos, tanto de Dilma do PT, quanto de governos estaduais, como Beto Richa no Paraná e Alckmin em São Paulo do PSDB, e Sartório no Rio Grande do Sul do PMDB.

A implementação de ajustes fiscais – para garantir o lucro de banqueiros, empreiteiras e multinacionais – levou estes governos a cortarem recursos, abocanharem o dinheiro da previdência, parcelarem os salários e fecharem escolas. Os profissionais da
educação enfrentaram (e continuam enfrentando) duros ataques, além do assédio moral e das doenças do trabalho ocasionadas pela sobrecargas e falta de condições de trabalho.

Estes ajustes não foram implementados sem resistência. Os(as) professores(as), juntamente com os demais profissionais da educação, lutaram bravamente, não baixaram a cabeça e, muitas vezes, tiveram que enfrentar inclusive as direções sindicais burocráticas, ligadas direta ou indiretamente a estes mesmos governos. Uma burocracia acomodada em salas com ar condicionado nas sedes dos sindicatos, que já há muito tempo não pisam em sala de aula e não vivem o cotidiano dramático destes profissionais.

Só o Governo Dilma, para agradar os banqueiros detentores de títulos da dívida pública, cortou mais de 10 bilhões da educação neste segundo mandato e enfrentou uma greve de mais de 4 meses. Nas últimas duas semanas presenciamos uma ascenso de professores, estudantes e funcionários em São Paulo contra o fechamento de escolas pelo governo Alckmin. No Paraná, Beto Richa, que mandou a polícia jogar bomba nos educadores, acaba de fazer uma festa em Paris as custas do dinheiro do povo. Porém, tanto ele e sua vice, quanto a Bancada do Camburão, evitam aparecer em público nas cidades do estado, pois onde pisam aparecem profissionais da educação protestando, constrangendo e gritando: “Fora Beto Richa!”.

Parabéns a todos(as) nós professores(as)! Além de nossa merecida comemoração precisamos nos organizar para por abaixo todos os governos que colocam a crise do capitalismo nas costas dos trabalhadores. Precisamos exigir das direções sindicais que rompam com estes governos que nos atacam e, junto com as demais categorias de trabalhadores do Brasil, construir uma grande GREVE GERAL!

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