6 de agosto de 2015

O CAMINHO DA ESQUERDA É A GREVE GERAL CONTRA A DIREITA E O GOVERNO


A Greve Geral colocaria a questão do governo (que está suspenso no ar) na ordem do dia, mas nas mãos dos trabalhadores. Tiraria das mãos da oposição de direita a direção da luta contra o governo, o ajuste fiscal e o corte de direitos, e desmascararia a direita (hipócrita) que defende também estes ataques.

Por Evandro J. Castagna - PSTU Curitba

A melhor forma de enfrentar a direita, e o ajuste fiscal de direita que é implementado pelo governo federal, passa por construir uma Greve Geral. A CSP Conlutas vem chamando a CUT, Força, CTB, UNE, MST para esta unidade na ação. 
Porém, a direção destas centrais e movimentos populares, teimam em blindar o governo federal, alardeando um provável "golpe de direita". Isso não ajuda a combater a direita (nem a de fora, nem a que compõe o governo). Isso só fortalece a direita que já capitaliza o descontentamento (com toda razão) dos trabalhadores e a classe média com o governo.
A Direção da Força Sindical Nacional chega ao absurdo de se aliar com a direita e construir atos junto com setores que defendem o retorno das ditadura militar no Brasil. Uma vergonha!
A Greve Geral também colocaria a questão do governo (que está suspenso no ar) na ordem do dia, mas nas mãos dos trabalhadores organizados e lutando. Tiraria das mãos da oposição de direita a direção da luta contra o governo, contra o ajuste fiscal e o corte de direitos e salários, e desmascararia a direita (hipócrita) que defende também estes ataques.
Nessa situação, a classe trabalhadora poderia impulsionar a construção de organismos de ação direta, desde a base, e avançar ainda mais no questionamento do governo e do regime “democrático” burguês. Condição essencial para a construção de um governo dos trabalhadores sem patrões e corruptos.
A saída de nossa classe é lutar, sempre foi assim e sempre será enquanto houver capitalismo. Lutar de forma independente do governo e dos patrões. Precisamos tomar como exemplo a linda greve geral construída pelos trabalhadores argentinos. A Greve Geral faz parte da tradição de luta de nossa classe. Por aqui, é perfeitamente possível. Existe um clima pra isso nos locais de trabalho, na juventude, na classe operária. 
Infelizmente, na ânsia de defender o governo (a qualquer custo), as burocracias sindicais governistas apelam para uma fantasia espalhafatosa de um "golpe de direita" para justificar o apoio ao governo, que é apoiado por Obama e Merkel (quer mais direita que isso?) e que aplica (junto com a direita nos estados e municipios) uma política de direita contra os trabalhadores. 
As burocracias (tanto a governista quanto a de oposição de direita) funcionam como uma barreira a esta necessidade objetiva da classe.
A superação destas burocracias se coloca na ordem do dia como uma necessidade de nossa classe.

Chega de Dilma, Cunha e Aécio!
Por um governo dos trabalhadores, sem patrões e corruptos!
GREVE GERAL CONTRA O AJUSTE FISCAL!

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