6 de maio de 2015

Moção contra a criminalização política de Richa e Francischini

PSTU Paraná

Tropa de Choque no Centro Cívico - 29 de abril de 2015

Manifestamos com todas as nossas forças o repúdio a esta falsa acusação. O QM é um coletivo que atua de maneira legítima no movimento dos trabalhadores, e faz uma atuação legítima e honesta na greve da educação...


"O Estado é produto
e a manifestação do antagonismo inconciliável das classes".
Vladimir I. U. Lenin

O dia 29 de abril ficará para história, as cenas de barbárie e violência da Polícia Militar do Paraná contra os trabalhadores e jovens jamais serão apagadas, elas também não serão apagadas da consciência de todos homens e mulheres que estavam no Centro Cívico no momento da repressão.

Em 4 de maio, o Secretário de Segurança do Paraná, Fernando Francischini (SD), acusou ativistas e organizações de fazerem parte de grupos infiltrados nas manifestações, esses, segundo ele, teriam sido os grandes responsáveis por toda a guerra que aconteceu no dia 29, tais grupos teriam começado o confronto com a polícia, o que acabou forçando a PM a reagir como forma de defesa. Entre as organizações acusadas pelo Secretário está o coletivo Quebrando Muros (QM).

Manifestamos com todas as nossas forças o repúdio a esta falsa acusação. O QM é um coletivo que atua de maneira legítima no movimento dos trabalhadores, e faz uma atuação legítima e honesta na greve da educação. Os militantes deste coletivo são conhecidos dos lutadores da greve, não aceitaremos a criminalização política dos movimentos sociais, somos solidários a esta organização e estaremos ombro a ombro na defesa dos seus direitos políticos e democráticos.

Tropa de Cheque avança contra manifestantes - 29 de abril de 2015

Tal acusação, é tão absurdamente infundada, que não resistiu ao tempo. Hoje (6), o jornal Paraná TV 1ª Edição, exibiu reportagem onde dirigentes sindicais e a reitoria da UEL desmentiram o Secretário. As imagens mostram que os estudantes de enfermagem e ativistas estavam elaborando soluções que serviriam de antídoto aos efeitos das bombas de gás lacrimogêneo e de pimenta. Fizeram isto por que já haviam sido reprimidos em duas oportunidades anteriores, e sabiam que precisavam se precaver.

Repressão revelou a verdadeira natureza do Estado

No capitalismo, os governos dirigem o Estado, eles podem ser mais ou menos truculentos, tudo depende da correlação de forças entre os trabalhadores e a burguesia. No capitalismo, o Estado é controlado pela classe burguesa, que detém o poder econômico e político em suas mãos.

As eleições são uma farsa, a corrupção deslavada e vergonhosa que estamos vendo na política brasileira não é uma anomalia ou uma exceção como querem nos fazer acreditar, mas sim a regra fundamental que opera permanentemente no sistema político brasileiro. São as grandes empresas e bancos que através do poder econômico mantém a dominação política sobre o conjunto da sociedade, em especial a dominação dos trabalhadores. Por isso, definimos o Estado na época atual como Burguês, por que ele é instrumento de dominação de classe sobre os trabalhadores, essa é a sua natureza: instrumento de dominação de classe.

Essa dominação pode se dar através de diversas formas, assim a história nos ensinou. Quando a propriedade privada e os lucros do grande capital não estão ameaçados pela polarização social da luta entre as classes, a democracia burguesa serve. Mas no momento em que esta dominação está ameaçada e a situação política vai mal, a burguesia lança mão dos mais variados regimes: bonapartismo, ditaduras militares, fascismo. E isso pode ser dar pela via pacífica ou do golpe.

No final, no limite, o Estado, repleto de instituições corrompidas e apodrecidas, resume-se a um “destacamento armado de homens”, que são separados da sociedade através da organização do aparato das forças armadas e da repressão. 

No dia 29, o aparato de repressão garantiu a democracia, segundo o governador, assegurou o direito dos deputados exercerem os seus mandatos para os quais foram eleitos. Hipocrisia pura! Na verdade a repressão garantiu que através da democracia burguesa os trabalhadores fossem atacados. 

Em tempos de paz social e calmaria as leis contra os trabalhadores passam muitas vezes desapercebidas pelo parlamento, ainda bem que não é sempre assim. Na luta a consciência muda, avança no conteúdo classe. 
 
Viva a luta dos trabalhadores! Solidariedade aos companheiros e companheiras do QM! 

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