26 de maio de 2015

"Estou pagando para trabalhar", diz o vereador de Curitiba, Chico do Uberaba (PMN).

Claudio Gunha (PSTU Curitiba)
Parece piada mas é coisa séria! Em uma seção da Câmara, o vereador de Curitiba, Chico do Uberaba, falou que passa dificuldades financeiras, mesmo recebendo R$ 15 mil/mês, verba de R$ 55 mil para contratar até sete funcionários e um carro com 200 litros de combustível, todo mês, à disposição.
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Nessa semana um assunto polemizou as redes sociais de Curitiba. 

Imagine trabalhar por um salário mensal de R$ 15.156,70, mais verba de R$ 55 mil para contratar até sete funcionários e um carro com 200 litros de combustível, todo mês, à disposição. Isso sem ter despesas com luz, água, telefone fixo e escritório – à exceção de telefone celular, bem entendido.

Para Chico Uberaba, no entanto, não só esse “pacote de privilégios” não é suficiente, como ainda quase faz com que os parlamentares, na opinião dele, tenham que pagar “para ser vereador”. Parece até piada, mas é coisa séria. 

O que o vereador ganha em um mês, a maioria dos trabalhadores leva mais de 12 meses pra ganhar. O salário bruto do parlamentar equivale a quase 20 salários mínimos nacionais, de R$ 788.

Como se não bastasse, Chico do Uberaba (PMN) ainda reclamou do fato de os vereadores, diferentemente de outras categorias "na classe política", não receberem 13º salário.

Leia sua fala abaixo: 

“Olhem só o que um vereador de Curitiba tem: um carro, 200 litros de gasolina, um selinho, nada mais. Não tem verba de gabinete, não tem verba de indenização, não tem verba de nada. Então, onde que esta Casa está pecando na  infraestrutura para um bom andamento de um vereador (...) Nós pagamos tudo. Estamos pagando para ser vereador hoje, é lamentável. [Sobre] O 13º [salário] ninguém fala nada: o Senado recebe, a Câmara, a Assembleia [recebem], os nossos funcionários recebem – só o vereador que não”

Vereadores do PSTU abrem mão do salário de vereador. 

Diferente do Chico do Uberaba (PMN), os vereadores do PSTU Amanda Gurgel (Natal) e Cléber Rabelo (Belém) abrem mão do salário de vereador e mantém salários próximos ao que ganhavam antes do mandato. Amanda era professora e Cléber operário da construção civil e ganham salários próximos ao que ganha um operário qualificado.

A maoir parte do salário que recebem como vereadores é destinado à  luta dos trabalhadores, para a mobilização e organização de nossa classe. 

O PSTU se mantém financeiramente com o que a militância disponibiliza ao partido e com doações de simpatizantes, amigos, de trabalhadores e joventude. Esses contribuintes acreditam que um partido político, para defender o interesse da classe trabalhadora, não pode ser financiado pelos patrões. Esse partido deve ser de todos os que o ajudam a existir.

Os partidos que recebem dinheiro da burguesia ficam devendo favor depois das eleições. Por conta disso, servem a quem os financia, ou seja, aos banqueiros, multinacionais, latifundiários, empreiteiras, etc... 

O PSTU foi construído para ser um partido da classe trabalhadora, contra a exploração e opressão de negros e negras, homossexuais e mulheres.

Nós não vemos o mandato parlamentar como uma forma de obter privilégios e subir na vida. Pelo contrário, nossos vereadores estão a serviço da luta popular, das greves, da mobilização e organização independente de nossa classe. Nós não nos vendemos para o capital. 

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