21 de maio de 2015

Caos no transporte público da Região Metropolitana de Curitiba

Carmem Moreira (Diretora do SINDITEST e militante do PSTU Curitiba)


Na queda de braço entre Richa e Fruet quem perdeu foi a população.
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Já não bastasse o ajuste fiscal do governo Dilma (PT) que ataca direitos trabalhistas e corta verbas da educação e saúde, a lei que generaliza as terceirizações (PL 4330) de Eduardo Cunha (PMDB), agora ainda temos que aguentar os ataques de Beto Richa (PSDB) e Gustavo Fruet (PDT). Primeiro o aumento da tarifa de transporte e depois o fim da integração que causou um enorme desgaste para a população e uma confusão generalizada. 

É inaceitável que Fruet (PDT) e Beto Richa (PSDB) joguem nas costas dos trabalhadores da região metropolitana a conta da crise econômica dos ricos. 
Nos disseram que o cartão de transporte seria aceito, depois não mais e posteriormente seria válido somente por seis (06) meses. Nem mesmo os empresários sabiam se compravam os tikets de papel ou continuavam depositando no cartão URBS. 

Os trabalhadores da Região Metropolitana foram muito prejudicados. Tiveram que sair de suas cidades ("como se fosse muito longe"), descer no meio do caminho, pegar outro ônibus e pagar outra passagem para chegar no trabalho. Com tudo isso o desgaste foi grande, pois muitas empresas acabaram tirando ônibus das linhas. Assista vídeo: Indignação da população

No caso de Colombo e região, onde moro, ficou muito complicado, pois inúmeras pessoas que utilizavam a linha Colombo-CIC agora são obrigados a se ajustar a esses caprichos. Muitos trabalhadores deixaram seus empregos em Curitiba pois o valor e o tempo do transporte aumentou bastante. Quem trabalha no período diurno e noturno será prejudicado.

Muitos não conseguem chegar a tempo no serviço devido a baldeação e terão que sair um pouco mais cedo do trabalho para poder chegar em casa sem perder o último ônibus. Por conta disso muitos empresas de Curitiba, que tem funcionários que vem da região metropolitana, ameaçam com demissões. Alguns trabalhadores pediram a conta pelo mesmo motivo.

Depois de muitos protestos o TCU recomendou a redução da tarifa. Porém, os governos não dão a mínima pra isso. A verdade é que até agora ninguém enfrentou a máfia do transporte público. A eleição de Gustavo Fruet em 2012 trouxe essa esperança pra muita gente, mas a frustração é grande.

Nem Richa, nem Fruet se enfrentam com os empresários que controlam a URBS que enriquecem as custas do sofrimento do povo.

Quem paga a conta é a população trabalhadora que tem que se adaptar a essas crueldades do governantes. Nos vemos num abismo onde caímos em queda livre. É inaceitável que continuemos com os olhos vendados, deixando esses irresponsáveis tirar tudo o que conquistamos e merecemos.

É necessário a união da classe trabalhadora contra esses ataques através da construção de um dia de GREVE GERAL NO PAÍS, para que eles sintam nossa força. Somos nós que movemos essa grande máquina que até hoje só enriqueceu banqueiros e grandes empresários.

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