7 de março de 2015

A greve está forte. Podemos avançar mais! Todas (os) à Assembléia dia 9/3!



Derrotamos os deputados, emparedamos Richa, é hora de derrotar o Judiciário!

PSTU Paraná


Os servidores do estado estão enfrentando nesta greve os três poderes do chamado “estado de direito democrático”. Já impuseram, pela organização e mobilização, uma derrota ao legislativo, emparedaram o executivo e agora terão que travar uma luta contra o alto escalão do judiciário, que infelizmente está do lado do governador caloteiro.

Algumas horas depois de 25 mil educadores decidirem seguir em greve por unanimidade, de forma absurda, o desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná - Luiz Mateus de Lima - assinou despacho considerando a greve abusiva. Decretou o retorno imediato às aulas sob pena de R$ 20 mil por dia à APP-Sindicato, e autorizou o uso de força policial.

Segundo o magistrado,

“A permanência do estado grevista (…) é extremamente prejudicial a milhares de estudantes (…) e afetará também o calendário escolar, pois ainda que haja a reposição de tal carga horária no futuro, é inegável o prejuízo quanto aos conteúdos disciplinados, uma vez que não serão ministrados com a mesma qualidade do que se fossem no período regulamentar”


Ora essa, são os servidores os responsáveis pelo caos nas escolas?

 Essa sentença caberia bem para descrever o caos na escola, de responsabilidade do governador. Ele é o verdadeiro responsável pelos “prejuízos” aos alunos e das famílias. A greve é parte da luta para evitar que a situação que já estava caótica, se aprofunde ainda mais. As dezenas de milhares de demissões, o acúmulo absurdo de alunos nas salas de aulas, os ataques aos salários e direitos e as péssimas condições de trabalho são de responsabilidade do governador. Isso sim é um abuso contra os serviços públicos.

Já dizíamos em nota anterior:

“Enquanto juízes, desembargadores, conselheiros, auditores continuarem ganhando salários próximos a 25.000,00, auxílio moradia de 4.400,00, auxílio paletó e uma série de outros privilégios, nada mudará na justiça a favor dos trabalhadores. A democracia da burguesia, através de seus governos e parlamentares, banca boa vida a estes magistrados, para que atuem defendendo seus interesses.”

Envolver a população na greve e construir um dia de paralisação estadual

É fato notório o apoio popular à greve. Enquanto os trabalhadores da educação marchavam na passeata, muitos trabalhadores e pequenos empresários acenavam de suas janelas nos prédios e comércio numa demonstração de solidariedade com a luta. As pessoas querem ajudar, gostaria de participar e muitas vezes não sabem como.

Portanto, é necessário que o Comando de Greve e o Conselho, que se reunirão neste domingo, apontem para iniciativas que envolvam as famílias, pais e mães de alunos, população em geral, nesta batalha. É fundamental a produção de adesivos e cartazes para que colem em seus carros, comércios, nos portões e muros de suas casas, etc.

É importante que o Comando de Greve peça apoio humano e financeiro à população. A multa é de 20 mil reais por dia, e pode aumentar a cada semana. Através de um panfleto e uma conta corrente podemos organizar “piquetes de pedido de apoio” em todas as cidades do estado, aproveitando o momento para colar adesivos e distribuir cartazes.

Combinado com isso, se faz necessário também que o Comando de Greve faça um chamado as Centrais Sindicais, sindicatos e movimentos populares, para construção de um dia estadual de paralisação. Neste dia, cada categoria poderia unir suas pautas específicas com a necessidade de solidariedade aos servidores, contra a criminalização da greve da educação e exigindo que Beto Richa tire suas mãos da previdência.

Temos certeza que os demais trabalhadores, sejam do setor público ou privado, teriam uma imensa  satisfação e disposição em paralisar seus locais de trabalho em apoio a luta de seus professores e demais servidores do estado.

NÃO A CRIMINALIZAÇÃO DOS LUTADORES!

BETO RICHA, TIRE SUAS MÃOS DE NOSSAS APOSENTADORIAS!

TODA SOLIDARIEDADE A JUSTA LUTA DOS SERVIDORES!

OS TRABALHADORES NÃO PODEM PAGAR PELA CRISE DOS RICOS!

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