6 de fevereiro de 2015

Unificar as greves e as lutas para barrar os ataques de Beto Richa

O governador Beto Richa enviou projeto de lei à Assembleia Legislativa do Paraná, que significa o maior ataque da história aos serviços públicos do estado. Esse ataque soma-se ao aumento dos impostos e a taxação dos aposentados.

Manifestação dos professores na greve de 2014
PSTU Paraná

Observamos desde o final do ano passado uma série de ataques aos servidores públicos do estado. Esses ataques se iniciaram logo após a reeleição do governador Beto Richa. Primeiro veio à notícia de que o governo não pagaria mais as promoções e progressões do funcionalismo. Depois, o calote no pagamento do 1/3 de férias dos trabalhadores. Tudo isso foi feito sob o discurso de corte nos gastos. 

A educação vinha sofrendo ataques constantemente, o que anunciava o que estava por vir. O cancelamento da eleição de diretores de escolas, a agressão aos professores na Assembleia Legislativa do Paraná - ALEP, o fechamento de turmas nas escolas, nos cursos técnicos e Ceebejas, a mudança no porte das escolas que resultou em 10 mil funcionários demitidos foi agravada com a demissão de 19 mil professores PSS.

Como se não bastasse, nesta semana, o governador encaminhou a ALEP um projeto de lei que se aprovado significará o maior ataque já visto ao funcionalismo público estadual. Não podemos aceitar esta política é hora da classe trabalhadora se colocar na ofensiva.

Governo envia à ALEP anteprojetos lei que destroem o serviço público
Se não bastassem os cortes no orçamento, o aumento de vários impostos, mudanças de datas nos pagamentos e aumentos em tarifas, o governador Beto Richa lançou um pacote de austeridade sob a justificativa de cortes de gastos para enfrentar a crise econômica. Essas medidas impõem da noite para o dia o modelo neoliberal que sucateia os serviços públicos e ataca duramente as condições de trabalho, de salário e a vida dos funcionários públicos no estado. Além disso, o projeto de Richa destrói também a previdência do servidor para favorecer os fundos de pensão privados.

Governador , Presidente da ALEP e Líder do governo na ALEP
Temos ainda outro agravante. O governo, sabendo da reação que essas medidas irão provocar, apresentou o projeto em regime de urgência e os deputados votarão em Comissão Geral (tratoraço) essas medidas, o que faz com que terça feira, esse projeto já esteja aprovado. Sabemos que a maioria dos deputados estaduais está do lado de Beto Richa, e que pela votação, será impossível reverter essa situação. No terreno deles iremos perder. 

Por isso, propomos unificar às lutas e greves! Somente com muita unidade, organização e luta, poderemos barrar esse projeto. É necessário construir uma Greve Unificada do funcionalismo público estadual e demais setores em luta na sociedade, a unidade de trabalhadores e estudantes é o único caminho para derrotar os governos e barrar as medidas de austeridade.

Governo federal também faz ataques com medidas de austeridade
Os cortes nos direitos dos trabalhadores, a destruição dos serviços públicos e o fortalecimento da iniciativa privada não ocorrem somente no Paraná. Realmente, existe uma crise econômica mundial, sob esse pretexto  os governos de diversos países passem a atacar os trabalhadores. Porém, essa crise não foi criada por nós! A corrida por taxas de lucros cada vez maiores das grandes empresas e dos bancos conduziu os países à quebradeira, por que foi o capitalismo quem nos levou a esta situação e quem manda no capitalismo são os grandes empresários capitalistas. Os bancos e grandes empresas que financiaram as campanhas dos diversos governos e ganharam rios de dinheiro com as especulações, a exploração do trabalho e a corrupção. Agora querem jogar a conta dessa farra nas costas dos trabalhadores. Não podemos ser penalizados pela crise econômica!

A crise econômica mundial, que começou nos Estados Unidos, se espalhou pelo mundo. Vários países entraram em recessão e suas dívidas foram às alturas. A saída do imperialismo foi atacar a classe trabalhadora desses países para garantir os grandes lucros obtidos até então. As políticas de austeridade que foram propostas pela Tróika (FMI, BM e CE) na Europa, destruíram os direitos dos trabalhadores em vários países. Isso mostra que o capitalismo e sua suposta “humanização” não são possíveis, esse sistema não funciona em benefício da classe trabalhadora! O debate sobre o socialismo e da necessidade de uma revolução socialista mundial permanece mais atual do que nunca.

A Classe trabalhadora sai à luta no mundo, precisamos de um Governo dos trabalhadores sem patrões!
Diante desses ataques vemos novamente a classe trabalhadora de alguns países se erguer e voltar à cena. De alguns anos para cá, várias greves gerais ocorreram na Europa, como por exemplo, as greves gerais na Espanha, Itália, Grécia, Portugal e, mais recentemente, na Bélgica. A classe trabalhadora europeia nos mostra o caminho. Unificar os trabalhadores em uma só luta: a luta unificada contra os patrões e os governos que estão nos atacando.

Greve Geral na Grécia
Mas essa luta precisa estar orientada por um programa claro, achamos que o único caminho capaz de conduzir a humanidade a transformações profundas é o do programa da revolução socialista, que destrua o Estado Burguês e instale o regime da mais ampla Democracia Operária, constituindo um Governo dos trabalhadores sem patrões.

No Brasil, governo Dilma ataca os trabalhadores (PT)  
Aqui não é diferente. Logo após ser eleita, Dilma lançou seu pacote de austeridade (leia-se pacote de maldades). Para agradar os “investidores internacionais” e manter o superávit primário (reserva que garante o pagamento da dívida pública aos banqueiros agiotas) o governo Dilma (PT) lançou uma série de ataques aos direitos dos trabalhadores, como as mudanças no seguro desemprego, abono, pensão e mudou até mesmo a forma de recebimento do seguro defeso, este último é concedido aos pescadores no período em que a pesca é proibida.

Dilma e seu Ministro da Fazenda
Mas não foi só isso. O governo do PT passou anos dando isenções fiscais para as grandes empresas que já haviam lucrado rios de dinheiro. Agora, no primeiro sinal de crise, as montadoras passam a demitir os trabalhadores. O governo federal também já lançou para esse ano um corte de 22 bilhões do orçamento federal, o que, somente na educação, resultará em um corte de 7 bilhões! Além disso, teremos novos aumentos na gasolina, diesel e energia elétrica, o que certamente influenciará no preço de produtos de consumo em geral, como é o caso dos alimentos.

A Classe trabalhadora brasileira começa a dar seus primeiros passos
No Brasil, começamos a ver as primeiras movimentações dos trabalhadores e da juventude. As manifestações multitudinárias de junho de 2013 mudaram a situação política do país, ali já haviam sinais do que estaria por vir. A maioria das pessoas já estava sentindo sua condição de vida piorar. O ano de 2013 terminou com a greve dos trabalhadores da Petrobrás, contra a privatização do Pré Sal. O ano de 2014 começou com vitoriosa greve dos garis no Rio de Janeiro, sucederam-se também as greves dos transportes, como foi o caso dos motoristas e metroviários de São Paulo.

Manifestação em junho de 2013 - Curitiba
Nesse ano, após os ataques de Dilma, as centrais sindicais se uniram para fazer um dia de manifestações contra os ataques aos direitos dos trabalhadores, tivemos uma boa adesão dos trabalhadores e da juventude, com destaque para a paralisação de cerca de 40 mil metalúrgicos no Paraná. Além disso, as greves começam pipocar: correios no Rio Grande do Sul; bancários; a vitoriosa greve da Volkswagen, em São Bernardo, onde os trabalhadores conseguiram reverter as mais de 800 demissões.  Neste momento, o funcionalismo público federal começa a organizar sua luta e os professores de São Paulo, prometem greve para o início de março.

A luta começa ganhar força no Paraná
Aqui, as greves também começaram com força nesse ano. Os servidores públicos da saúde já entraram em greve. Em Curitiba, tivemos uma forte greve dos motoristas e cobradores. Os metalúrgicos de Curitiba fizeram uma importante paralisação, cruzaram os braços nas principais fábricas da região metropolitana. Diante dos ataques de Beto Richa, diversas categorias de servidores públicos começam a organizar suas assembleias para votar greve. A Assembleia da educação estadual será no próximo dia 7 de fevereiro, é muito provável que as aulas nem comecem na próxima segunda feira. Os servidores da saúde também estão para definir indicativo de greve e as Universidades Estaduais já estão organizando suas assembleias com forte disposição de greve na base.

Jornadas de Junho em 2013
Estamos vivendo um momento de intensos ataques. A unificação das lutas será a única forma de barrarmos todos esses ataques e derrotarmos os planos da burguesia que são aplicados pelos governos de plantão.

É nossa tarefa imediata unificar as lutas dos servidores públicos estaduais contra esses ataques do governo! Precisamos unificar as greves já! O governo estadual irá votar em regime de urgência todos esses ataques já no início da semana que vem, por isso, é fundamental que as Assembleias do funcionalismo público estadual votem a greve unificada já para a próxima semana.


Não aceitaremos a imposição de um modelo de estado mínimo, esse modelo neoliberal não nos serve. Vamos unificar as lutas e greves, esse é o único caminho a seguir.

Um comentário:

  1. PELA PRIMEIRA VEZ SOU OBRIGADA A CONCORDAR COM O PSTU

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