28 de janeiro de 2015

Em Curitiba, cerca de 40 mil metalúrgicos paralisaram suas atividades neste dia nacional de lutas


PSTU Curitiba
Hoje (28), acontece em todo o país o dia nacional de lutas, onde milhares de trabalhadores protestam contra as reformas do pacote de austeridade do governo. Essas reformas, na legislação trabalhista e previdenciária, atacam direitos conquistados pela classe trabalhadora no Brasil.

Em Curitiba, cerca de 40 mil metalúrgicos paralisaram suas atividades neste dia nacional de lutas, o que corresponde a pouco menos da metade da categoria na região metropolitana. Fábricas como Volvo, Volks, Renault, Bosch, Case New Holland, WHB, Maflow, Basf, entre outras, cruzaram os braços. As BR 277 e 376 foram bloqueadas durante a manhã. O PSTU apóia o dia nacional de lutas em todo o país, declaramos todo apoio às manifestações dos metalúrgicos que protestam contra as reformas do governo federal.

Cerca de 40 mil metalúrgicos cruzaram os braços na grande Curitiba, foto no complexo da Cidade Industrial de Curitiba - CIC - onde estão algumas fábricas onde o protesto ocorreu
Durantes as eleições Dilma (PT) fez muitas promessas, porém, recém iniciou o seu novo mandato e já está fazendo tudo ao contrário. A reforma no seguro desemprego é absurda, antes era necessário que os trabalhadores tivessem 6 meses de serviço para conseguir o primeiro benefício e 12 meses a partir do segundo. Agora serão necessários 18 meses de serviço para conseguir o primeiro benefício e 12 meses a partir do segundo. Esse foi apenas um exemplo, o governo ainda dificultou muito o acesso dos trabalhadores a benefícios como: abono salarial, auxílio doença e pensão por morte de companheiro ou companheira. Todas estas medidas afetarão principalmente as mulheres trabalhadoras, que estão submetidas à maior exploração com salários menores que os dos homens e piores condições de trabalho.

Somos completamente contrários às reformas do pacote de austeridades do governo federal. Achamos que é importante a unidade de ação entre as organizações que representam a classe trabalhadora, para construir a unidade das greves e manifestações em todo país, isso precisa ser feito de maneira independente de qualquer governo em âmbito nacional e estadual. Tudo isso só será possível se as direções que dirigem a maioria da classe trabalhadora no Brasil romperem com o governo federal, por que é ele o principal responsável por todos esses ataques.

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