23 de dezembro de 2014

De “tarifaço” em “tarifaço”, de Brasília a Curitiba, do PT ao PSDB... nada muda para os trabalhadores se não formos à luta!

Neste natal, os trabalhadores e o povo pobre não tem nada para comemorar.
Em Londrina, Richa defende o "tarifaço"
Pelo núcleo operário de Curitiba
Seguindo a mesma batuta do governo Dilma/PT, aqui no Paraná Beto Richa/PSDB lançou no último mês o seu “pacotaço” de medidas para aumentar a arrecadação do Estado, segundo ele, para “equilibrar as contas” e poder “seguir adiante” nos próximos anos.

Dentro das medidas destacam-se os aumentos nas tarifas de energia, IPVA, Pedágios, imposto sobre a gasolina (que já havia aumentado com o governo Dilma) e o aumento do imposto sobre 12 itens da cesta básica, como exemplo destacamos o arroz, o feijão e a carne. Além disso, Beto extinguiu a isenção e alíquota diferenciada que valia no Estado para os produtos mais consumidos pela maioria das famílias, medida que vigorava desde 2008 no Paraná.

Em nosso Estado, os trabalhadores pagarão um preço alto por esse aumento na arrecadação de impostos do governo. Beto Richa e seus aliados não exitaram um só momento em 2014 quando deram bilhões de reais em isenção de impostos para as montadoras, essa foi a política para VOLVO, Volks/AUDI e RENAULT, que agora, ou ameaçam diretamente de demissão milhares de trabalhadores, ou literalmente os demitem como no caso da montadora de caminhões aqui da CIC (Cidade Industrial de Curitiba).

Se analisamos a política sinalizada nas prefeituras da região metropolitana, começando pela capital do Estado, é possível perceber que a mesma história se repete com Gustavo Fruet do PDT. A prefeitura e a URBS, aumentaram as tarifas de ônibus em novembro, e já avisaram que aumentarão de novo em março. Enquanto isso, o sistema de transporte coletivo não tem nenhuma melhoria, o quadro não é diferente nas demais prefeituras da região metropolitana. Em São José dos Pinhais, o prefeito Setim, comanda a máfia das imobiliárias que estão retirando as pessoas das suas casas que já estão sendo pagas há anos, e segue a mesma política nefasta de favorecimento das empresas que lucram com o transporte coletivo.

Desde Brasília, até São José dos Pinhais, essas são as medidas (os votos) dos governos para nós trabalhadores, os verdadeiros produtores das riquezas nos municípios, nos Estados e em todo o país. Para as multinacionais, empreiteiras, latifundiários, banqueiros e especuladores urbanos, os votos (as medidas) são de tranqüilidade e feliz ano novo. Enquanto para nós, os trabalhadores, eles dizem “apertem os seus cintos, se virem para sobreviver com taxas elevadas de desemprego e salários baixos”.

Em 2013 ocupamos às ruas de nossas cidades, para dar um basta na situação em que vivíamos. Só poderemos intimidar os governos corruptos se tomarmos novamente o nosso destino em nossas mãos. É preciso levantar e dizer novamente, em alto e bom som: Basta de ataques! Não foi só por R$0,20 que fomos as ruas em 2013! Agora, mais do que antes, temos motivos para nos mobilizar e ir a luta.

Queremos vida digna, condição de moradia, transporte, segurança, emprego, saúde e educação. Queremos festas de final de ano sem nos preocupar sobre como será 2015.

Ano que vem vamos todos a luta! Vamos todos nos organizar para fazer uma luta mais forte! Juntos  podemos mais! Vamos unir nossa classe para fazer com que o início de 2016 seja melhor do que o início de 2015!

  • Contra o aumento das tarifas que afetam os trabalhadores! Aumento dos impostos para os banqueiros, latifundiários e grandes indústrias!
  • Contra as demissões! Redução da jornada de trabalho para garantir mais emprego e sem redução de salários! Aumento geral dos salários!
  • Redução das tarifas do transporte coletivo já! Passe livre já! Abertura da contabilidade das empresas para revelar os seus lucros! Fim dos subsídios com dinheiro público aos empresários do transporte! Estatização do transporte coletivo sob controle dos trabalhadores!
  • Expropriar o latifúndio e fazer a reforma agrária!
  • Por um governo socialista dos trabalhadores sem aliança com os patrões!

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