14 de novembro de 2014

Exigimos de Fruet a redução do preço da passagem já!

Defendemos a estatização do transporte coletivo
PSTU de Curitiba
Nós estamos do lado da classe trabalhadora, que todos os dias precisa do transporte coletivo e não suporta mais a péssima qualidade deste serviço e o preço absurdo da tarifa. É preciso inverter a lógica, o transporte deve ser completamente estatizado sob controle democrático dos trabalhadores.
Grande manifestação em junho de 2013 - Praça Rui Barbosa

Entra ano sai ano, e a política para o transporte coletivo de Curitiba continua favorecendo os grandes empresários que acumulam fortunas com este serviço. Nesta semana, o prefeito Gustavo Fruet autorizou o aumento em R$ 0,15 centavos no preço da passagem, o trabalhador que pagava R$ 2,70 agora paga R$ 2,85. Porém, a situação poderá piorar no ano que vem, o prefeito disse que outro aumento acontecerá em fevereiro, elevando o preço da tarifa para R$ 3,00.

A vida, do trabalhador e da trabalhadora, que dependem do transporte coletivo ficará ainda mais cara. Neste ano, o custo de vida aumentou de maneira significativa, tudo ficou mais caro, sentimos na pele o aumento nos preços dos alimentos, combustíveis, gás de cozinha, luz, água, aluguéis, etc. O salário do trabalhador já não alcança o fim do mês, essa situação leva uma parcela enorme da nossa classe a se endividar junto aos bancos, esses, enriquecem devido à política do governo federal, o crédito fácil e os juros altos aprisionam milhares de famílias assalariadas aos bancos.

Essa situação é resultado de uma política consciente dos governantes: de governar para os ricos. Por isso, para nós, a única política justa é aquela que se coloca de fato ao lado da classe trabalhadora. Os banqueiros e grandes empresários, não importa a situação da economia, aumentam seus lucros e fortunas ano a ano, enquanto os trabalhadores veem crescer suas dívidas e custo de vida.

Exigimos a redução imediata da tarifa de ônibus para R$ 2,70. Não aceitamos esse aumento absurdo, que tem o único e exclusivo interesse de beneficiar os empresários que controlam o sistema de transporte coletivo.

Estatizar o transporte coletivo sob controle dos trabalhadores é a única saída justa

O prefeito Gustavo Fruet, e o governador Beto Richa, são favoráveis ao aumento da tarifa de ônibus. O principal argumento de ambos, no entanto, não é novo, e é bem conhecido de todos nós. Ambos, dizem que não é possível manter o valor alto do subsídio pago pelos governos estadual e municipal às empresas. Mas o que é esse tal subsídio?

O subsídio corresponde ao dinheiro público, que é pago aos empresários do sistema de transporte todo mês, a soma desse montante chega à R$ 165 milhões por ano. Esse dinheiro completa o pagamento da chamada “tarifa técnica”, que está estimada em R$ 3,18, ou seja, com esse aumento, o usuário de ônibus paga R$ 2,85 e a prefeitura mais R$ 0,33 centavos sobre cada passagem, totalizando o valor final e completo de cada tarifa. Isso significa que os empresários recebem R$ 3,18 por cada passagem de ônibus.

A tal “tarifa técnica” só existe em Curitiba, esse mecanismo (o termo mais adequado seria manobra) existe para que os empresários tenham os seus lucros aumentados à custa dos cofres públicos. Esses R$ 165 milhões, que hoje vão para as empresas em forma de subsídio, poderiam ser destinados aos serviços públicos de saúde, educação, segurança, lazer e cultura, o que resultaria em melhorias efetivas para a maioria do povo. Afinal, o dinheiro público é nosso.

Os empresários reclamam que a Rede Integrada de Transporte (RIT) deixa o sistema caro demais, dizem que o transporte da região metropolitana, da forma como está hoje, “não é viável e lucrativo”. Ao mesmo tempo, dizem “que os custos de manutenção e operação da frota de ônibus da capital e região metropolitana prejudicam os seus lucros”.

Como vemos, a máfia do transporte coletivo, manda na política da região metropolitana. Esses empresários entra prefeito sai prefeito, entra governador sai governador, seguem controlando as decisões políticas conforme os seus interesses privados. Isso deveria ser o inverso, ao invés de governar conforme os interesses de meia dúzia de empresários, Fruet e Richa, deveriam pensar na maioria do povo. Afinal, o que é mais importante! Os lucros dos empresários ou as vidas da maioria dos usuários do transporte coletivo?

Grande manifestação em junho de 2013 - Praça Rui Barbosa
Nós estamos do lado da classe trabalhadora, que todos os dias precisa do transporte coletivo e não suporta mais a péssima qualidade deste serviço e o preço absurdo da tarifa. É preciso inverter a lógica, o transporte deve ser completamente estatizado sob controle democrático dos trabalhadores. Assim acabaremos com o interesse dos empresários, que só querem lucrar com o serviço. Sem o interesse privado do lucro é possível planificar o sistema de transporte conforme o interesse da maioria dos usuários, com tarifa social barata (rumo a tarifa zero) que sirva para fazer a manutenção e as melhorias na qualidade do transporte público. Essa política poderia garantir não somente uma passagem mais barata, mas também mais ônibus; melhores condições de trabalho e salários aos trabalhadores do sistema; passe livre para estudantes e desempregados; segurança nos ônibus e terminais; atendimento especial às mulheres usuárias e aos idosos; etc.

A máfia do transporte tem sede de lucro, em fevereiro quer aumentar a “tarifa técnica” para R$ 3,40. Isso significa que irão arrancar mais dinheiro do trabalhador e dos cofres públicos. Não há mais motivos para continuar suportando essa política nefasta e sangue suga. A sociedade já sabe o bastante! Na câmara de vereadores, a “CPI do transporte” levantou várias irregularidades nas licitações e na composição da “tarifa técnica”. O Tribunal de Contas chegou às mesmas conclusões. Até onde vai essa política? Para o PSTU só há uma saída, não podemos confiar e esperar nada dos governantes. Tudo dependerá da luta e mobilização dos trabalhadores e jovens da região metropolitana, porque os governantes estão com os empresários.

Precisamos da mais ampla unidade de ação entre os lutadores para derrotar a política de Fruet e Richa. O PSTU estará ombro a ombro com todos aqueles e aquelas que se somarem as mobilizações pela pauta do transporte coletivo.

•          Exigimos de Fruet a redução da tarifa para R$ 2,70 já!
•          Estatização do transporte coletivo sob controle dos trabalhadores!
•          Passe livre para estudantes e desempregados!
•          Abertura das contas das empresas do transporte e da Urbs! A sociedade tem o direito de saber qual é o lucro dos empresários!

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