11 de setembro de 2014

CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DO ESTUDANTE NICOLAS PACHECO

Declaração Política do PSTU - PR
Exigimos que Dilma Rousseff, Gleisi Hoffmann e o PT se pronunciem publicamente pelo arquivamento do inquérito policial que criminaliza injustamente o militante Nicolas Pacheco do PSTU
Campanha contra a criminalização de Nicolas Pacheco
No dia 28 de agosto, diversas organizações políticas, sindicatos, movimentos sociais, estudantes, técnicos e docentes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), realizam uma grande manifestação política contra a privatização do Hospital de Clínicas. Neste dia, o Conselho Universitário, liderado pelo reitor Zaki Akel Sobrinho, foi realizado sob forte repressão policial e aprovou de maneira ilegítima a adesão deste hospital público à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, a EBSERH.

Esta data ficará para a história da UFPR e de todos os lutadores que participaram da manifestação. Tudo ocorreu de forma ilegítima, anti democrática e truculenta. O reitor realizou a votação por celular através do viva voz, ou seja, os conselheiros e a comunidade acadêmica não sabem quem de fato estava por trás de cada um dos celulares que, segundo o reitor, seriam dos conselheiros ausentes na seção. As barbaridades não pararam aí, a Polícia Federal e a Polícia Militar foram acionadas e atuaram de forma violenta, truculenta e extremamente repressiva.

A polícia usou de métodos violentos contra a manifestação política e pacífica. Diversos manifestantes foram atacados com spray de pimenta nos olhos, bomba de efeito moral (gás lacrimogênio), balas de borracha e cassetetes. Estudantes ficaram feridos, usuários que apoiavam a luta foram atingidos por tiros de bala de borracha e o mais grave, um estudante foi covardemente e injustamente preso pela Polícia Federal.


O estudante Nicolas Pacheco, militante do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), como as imagens da RPCTV mostram, foi preso pelas costas, no momento em que uma jovem estava no chão devido a violência policial. As imagens são claras, não houve resistência a prisão conforme consta na acusação policial. Após a prisão covarde pelas costas, ele ficou sequestrado das 9 às 14 horas, sem saber o crime que havia cometido e sem direito a acompanhamento dos advogados, que aliás, foram impedidos de fazer qualquer contato com o estudante. Após esse período de sequestro, ele foi enviado para a sede da Polícia Federal, tudo prosseguiu sem transparência e somente no final da tarde fomos informados que Nicolas permaneceria preso e seria indiciado pelos crimes de resistência a prisão, constrangimento ilegal e desacato. Sua liberação só ocorreu às 2 horas da madrugada mediante pagamento de fiança.

Polícia Militar se preparando para dar reforço a Polícia Federal que já atuava dentro da UFPR (28/09/2014)
Todas as acusações são falsas, a verdade é que a polícia o manteve preso sem motivo e sem lhe garantir o direito de ser acompanhado pelos advogados. Não houve transparência no procedimento empregado pela Polícia Federal. Infelizmente o que assistimos é mais um caso de criminalização política por parte do Estado, que conta com a anuência do governo federal, prática que está crescendo desde as grandes manifestações de junho do ano passado.

Achamos que o governo federal deve assumir a sua responsabilidade neste caso de criminalização, afinal, a Polícia Federal é quem esteve a frente deste processo. Também responsabilizamos o governo estadual de Beto Richa por autorizar a sua polícia atuar contra os manifestantes. Repudiamos a prática autoritária e anti democrática do reitor Zaki Akel Sobrinho, esse senhor entrou para a história como o reitor mais autoritário que esta universidade já teve.

Manifestantes solidários a Nicolas Pacheco (28/09/2014)
O PSTU e a Liga Internacional dos Trabalhadores (IV Internacional) não aceitará qualquer tipo de criminalização política aos lutadores em qualquer parte do mundo. Lançaremos todas as nossas forças para defender o nosso militante que foi  preso na ação arbitrária e ilegal da Polícia Federal.

Chamamos todas as organizações políticas que representam os trabalhadores, os sindicatos, as entidades estudantis, os movimentos sociais e as organizações de direitos humanos a unir forças para barrar a criminalização de Nicolas Pacheco. Propomos organizar um comitê em sua defesa, para lançar uma campanha nacional pelo arquivamento do processo que está aberto contra esse jovem lutador.

Exigimos que Dilma Rousseff, Gleisi Hoffmann e o PT se pronunciem publicamente e atuem pelo arquivamento do inquérito policial que criminaliza injustamente o nosso militante Nicolas Pacheco do PSTU. Exigimos também punição aos policiais que atuaram de maneira arbitrária e ilegal.
  • Arquivar já o inquérito policial contra Nicolas Pacheco!
  • Punição exemplar aos policiais que atuaram de maneira arbitrária e ilegal!
  • Exigimos que Dilma Rousseff, Gleisi Hoffmann e o PT se pronunciem publicamente e atuem pelo arquivamento do inquérito policial!
  • Contra qualquer forma de criminalização dos movimentos sociais!
  • Prisão aos verdadeiros criminosos, os políticos dos partidos que roubam o dinheiro dos trabalhadores em nosso país! 
Direção Estadual do PSTU no Paraná

Curitiba, 10 de setembro de 2014

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