10 de agosto de 2014

Um feliz dia dos pais trabalhadores!

 Evandro Castagna -  Direção Estadual e Candidato ao Senado pelo PSTU

Os pais banqueiros, latifundiários, sócios de multinacionais, empreiteiros e donos de concessionárias de pedágio certamente passaram um “dia dos país” muito diferente daqueles operários que estão ameaçados de demissão na indústria brasileira. Imagino que a comemoração dos burgueses foi regada de champagne e caviar. 


A crise do capitalismo internacional é jogada nas costas dos pais trabalhadores, muitos deles endividados no banco, outros vendo o preço dos alimentos subirem todos os dias no supermercado, e ainda existem aqueles que muitas vezes, longe dos filhos não possuem dinheiro pra comprar a cara passagem de ônibus para visitá-lo. Neste último caso estamos falando dos operários da construção civil que estão longe de casa, vivendo nos alojamentos precários oferecidos pelas empreiteiras. 

Esses pais sabem que a vida está dura, já não vêem perspectiva de futuro para seus filhos que arrumam empregos precários, com baixos salários e menos direitos. Uma parte desses pais e filhos estavam nas ruas nos protestos do ano passado.

Antonio Erminio de Moraes (Votorantin), Eike Batista (Odebrecht) e tantos outros burgueses, comemoram seus altos índices de lucros graças aos subsídios de impostos, facilitações de empréstimos a juros baixos via BNDES e o enriquecimento a partir da exploração de recursos públicos do estado.

Os pais operários da construção civil acordam cedo pra pegar no batente e ganhar salários que não chegam final do mês e em péssimas condições de trabalho. Voltam tarde da noite pra casa, cansados, e muitas vezes nem tem tempo pra brincar ou conversar direito com seus filhos.

Esses mesmos pais vêem o direito de seus filhos violados pelos governos que preferem remunerar banqueiros do que construir salas de aulas e creches. Mais de 70% das crianças brasileiras procuram vagas em creches, que não existem. Estes pais precisam contar com a ajuda de vizinhos ou pagar caro por creches privadas pra poderem trabalhar.

Os filhos já não conseguem comprar sua casa própria, por que o Programa Minha Casa Minha Vida favoreceu mais as empreiteiras, imobiliárias e bancos do que os trabalhadores pobres. As casas triplicaram de valor e quem conseguiu moradia se endividou por 20 ou 30 anos. O jeito foi construir um “puxadinho” no fundo do lote do pai e se arrumar por ali mesmo.

Através da política irracional de “combate às drogas”, muitos pais que moram na periferia vêem seus filhos serem violentados e mortos, tanto pelo traficante, como pela polícia. Muitos filhos vêem seus pais desaparecerem, como Amarildo. Sofrem com o racismo e a violência estatal.

Por isso neste dia, nós do PSTU nos dirigimos a todos os pais de nossa classe, a classe trabalhadora que produz toda riqueza desse país: deixamos nosso abraço e a certeza de que “o futuro vos pertence!” Estamos certo que, através da organização e mobilização de nossa classe, chegaremos ao dia em que todas as famílias terão condições plenas pra exercer de fato a paternidade e a maternidade, essa experiência indescritível de colocar uma vida no mundo e apoiá-la em seu desenvolvimento humano.


PARABENS A TODOS OS PAIS TRABALHADORES!

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