28 de agosto de 2014

Militante do PSTU é preso em manifestação contra a EBSERH em Curitiba

Foto repressão durante manifestações de junho de 2013
PSTU Paraná

Hoje foi mais um dia de mobilizações contra a privatização do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Somente neste ano, o reitor desta instituição, tentou em duas outras oportunidades aprovar essa política do governo federal no Conselho Universitário. O trabalhadores e os estudantes impediram através da mobilização a realização do Conselho e nas duas ocasiões a privatização não pôde ser aprovada.

Desta vez o reitor mobilizou a Polícia Federal e a Polícia Militar para garantir a realização do Conselho Universitário, elas atuaram com truculência e muita violência, foi utilizado gás de pimenta e bomba de efeito moral contra trabalhadores e estudantes, um verdadeiro absurdo. O militante do PSTU, Nicolas Pacheco, foi preso com truculência porque estava protestando contra a privatização do hospital. Ele ficou sequestrado dentro do prédio da reitoria, das 9h às 14h, depois foi levado para o prédio da Polícia Federal, onde a polícia tentou inventar uma série de barbaridades descabidas com o objetivo de enquadrá-lo em algum suposto crime. Todos os manifestantes fizeram diversas manifestações de apoio ao nosso militante, porque viram a injustiça da polícia.

Responsabilizamos os governos, federal e estadual, por autorizar a ação das polícias federal e militar. Ambos sabiam da situação e nada fizeram para impedir essa atitude irresponsável e truculenta. Responsabilizamos também a presidente Dilma e o reitor Zaki Akel pela privatização do maior hospital público do estado, que só foi possível por meio de votação ilegítima realizada através dos celulares dos conselheiros que não estavam presentes na sala do Conselho. Foi um verdadeiro golpe contra a comunidade acadêmica que queria a realização de um plebiscito sobre a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).

Vivemos uma preocupante escalda da repressão e da criminalização dos movimentos sociais no país. Vários jovens que foram as ruas em junho do ano passado, também durante a copa e as greves neste ano, estão sendo criminalizados pelo estado. Do ano passado pra cá, leis foram criadas para instrumentalizar a repressão as lutas políticas e reivindicatórias no Brasil, foi isso o que vimos com o leilão de Libra, na greve dos metroviários de São Paulo, na greve dos operários do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), nas greves dos rodoviários, na luta dos estudantes e trabalhadores da USP, nas ocupações de terra, e um longo etc.


Precisamos unir os lutadores, os movimentos sociais e todas as organizações que representam os trabalhadores e a juventude para lutar contra a criminalização dos movimentos sociais.

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