21 de julho de 2014

Todo apoio à ocupação das terras da ARAUPEL pelos trabalhadores sem terra

Trabalhadores sem terra na ocupação 
Rodrigo Tomazini - Candidato ao Governo do Estado do Paraná pelo PSTU

Na última quarta-feira (16), mil famílias, cerca de cinco mil pessoas, ligadas ao MST, ocuparam áreas de terras da ARAUPEL, empresa que opera com reflorestamento em Quedas do Iguaçu, no Sudoeste do Paraná.
A área foi grilada pela empresa, que atua principalmente na exportação de madeira de floresta nativa e de reflorestamento. Por isso, as famílias reivindicam a justa desapropriação da fazenda de aproximadamente 35 mil hectares para fins de Reforma Agrária.

O clima de negociação é tenso com possibilidade de violência por parte da Polícia Militar do então governador e candidato Beto Richa (PSDB), por isso toda solidariedade ao movimento é necessária. Nesse sentido é lamentável o posicionamento de Gleici Hoffmann, candidata ao Governo do Estado pelo PT, que se colocou ao lado da empresa multinacional e contra os trabalhadores sem terra. 

Trabalhadores rurais sem terra na ocupação
Ao mesmo tempo, denunciamos o posicionamento oportunista do senador Roberto Requião, atual candidato ao governo do estado pelo PMDB, que neste momento de eleição diz “defender o interesse dos trabalhadores sem terra”. Porém, em 2003, Requião presidiu e assinou a aprovação das indenizações pagas pela União à ARAUPEL, na época, a empresa alegou que os sem terras teriam causado prejuízos ao seu patrimônio.

Não esqueceremos que no governo de Roberto Requião foi ordenado a tortura e assassinato do líder sem terra, Diniz Bento da Silva, o Teixerinha. A morte do sem terra, precedida por humilhações e torturas, rendeu uma condenação do Brasil na Organização dos Estados Americanos - OEA.

Nós, do PSTU, nos solidarizamos com o movimento e defendemos que o latifúndio seja expropriado, sem indenização! E, que nestas terras, a lógica da produção funcione a partir das necessidades humanas e não do lucro das multinacionais, latifundiários e bancos.

Defendemos um programa agrário que parte da reforma agrária radical para atender as reivindicações dos milhões de camponeses sem terra. É preciso romper com o agronegócio para poder dar crédito bancário barato, assistência técnica e acesso a tecnologia aos camponeses e agricultores familiares, os verdadeiros responsáveis pela produção de alimento no país. Mas é necessário fazer mais, é preciso estatizar os grandes complexos agroindustriais e colocá-los sob o controle democrático dos trabalhadores, só assim a produção de alimentos e sua industrialização poderá ser direcionada a serviço da maioria do povo.

Nosso partido está ao lado dos trabalhadores do campo e da cidade e nas eleições, nossa candidatura estará a serviço das lutas. 

Todo apoio a luta dos trabalhadores sem terra!
Por uma reforma radical! expropriação do latifúndio sem indenização!
E uma revolução agrária no brasil! estatização dos grandes complexos agroindustriais!

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