15 de junho de 2014

SOB O DOMÍNIO DO MEDO: Onde estão as meninas da Nigéria? Basta de apedrejamentos machistas no Irã!

Segunda-feira, 16 de junho, dia do jogo de Nigéria x Irã, precisamos exigir de todos os governos, empenho internacional para encontrar as meninas nigerianas e um posicionamento firme sobre o machismo estatal do governo iraniano.

Querer estudar: esse foi o grande crime que cometeram as mais de 200 meninas seqüestradas na Nigéria. O mesmo crime que cometeu Malala, a garota afegã que levou um tiro na cabeça disparado pelo Talibã porque defendia o direito das mulheres à Educação. Esses crimes contra as mulheres chocaram o mundo, mas continuam sendo cometidos, sem que os governos burgueses movam um dedo para impedi-los.
"Eu sequestrei suas filhas e vou vendê-las no mercado, em nome de Deus". Palavras de Aboubakar Shekau, líder do grupo terrorista Boko Haram, sobre sua última façanha: a invasão de uma escola em Chibok, no noroeste da Nigéria, de onde foram raptadas 223 meninas entre 17 e 18 anos, no último dia 14 de abril.
Segundo as leis no Irã, um homem pode se divorciar quando quiser sem nenhuma explicação, mas uma mulher só pode pedir o divórcio se o marido a abandonou, se ele for viciado em drogas ou sofrer de impotência sexual. Caso contrário, deverá suportá-lo pelo resto da vida, mesmo que ele mantenha relações sexuais com outras mulheres ou a espanque todos os dias. Mas se o marido encontrar a sua mulher tendo relações sexuais com outro homem, tem direito a matar os dois; e toda mulher acusada de adúltera pode ser apedrejada até a morte.
Durante o apedrejamento, ela é enterrada até o tronco e sua cabeça é tapada com um saco feito de tela, enquanto os habitantes da localidade a apedrejam. Se sobreviver, ela estará livre. O Centro de Direitos Humanos tem conseguido, com muito custo, salvar algumas mulheres desse apedrejamento, mas não vencendo as leis, e sim escondendo as mulheres em lugares onde não podem ser encontradas. Uma solução, claro, totalmente provisória e instável.
Os homens também podem ser condenados por adultério, mas têm direito ao chamado casamento temporário, que lhes permite casar com várias mulheres, inclusive, durante só algumas horas, para poder ter relações sexuais com elas.
O Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Teerã, capital do Irã, dirigido pela vencedora do prêmio Nobel da Paz Shirin Ebadi, informa que no Irã a vida de uma mulher vale legalmente a metade que a de um homem. Isso no texto da lei. Porque na realidade concreta e humana, não vale nada. Assim como seu testemunho perante um juiz sobre qualquer assunto. Uma vida pela metade é o mesmo que uma vida que não vale nada.
No Irã vigora ainda o preço do sangue: quem mata uma pessoa, além de cumprir pena, tem que pagar uma quantidade em dinheiro aos parentes da vítima. Matar uma mulher custa a metade do preço, explicam os advogados do Centro.
Neste dia 16 de Junho precisamos exigir de todos os governos, em especial do Governo Dilma, empenho internacional para ajudar a encontrar as meninas nigerianas e um posicionamento firme sobre o machismo estatal do governo iraniano.

Concentração do ato:

Segunda-feira, às 12:00
Praça Santos Andrade.

Confirme sua presença no evento do Facebook:

Ato em defesa das mulheres nigerianas sequestradas e contra os apedrejamentos machistas no Irã!

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