12 de maio de 2014

Um feliz dia das mães!

Bianca Zanetti, jovem, estudante, negra e mãe.

Na sociedade em que vivemos hoje, uma sociedade capitalista e machista, ser mãe é um grande desafio. Hoje o governo investe cerca de R$ 11.000,00 por poltronas dos estádios que irão sediar a Copa do Mundo, e investe R$ 0,26 centavos por mulher anualmente para combater a violência contra a mulher.

Como garantir os direitos das mulheres sem investimento? É por isso que milhares de mulheres não tem creche para seus filhos, não tem acesso à saúde e educação de qualidade.  As mulheres ocupam os piores cargos no mercado de trabalho, na maioria das vezes cargos associados a cuidados e limpeza, “por que faz parte do instinto feminino”, e ainda chegam a ganhar 70% a menos que os homens executando as mesmas tarefas, muitas vezes tendo que garantir o sustento dos seus filhos sozinhas.

Se ser mãe é difícil, imagine ser mãe jovem e negra da classe trabalhadora?  Milhares de jovens tem uma tripla jornada: estudam, trabalham e cuidam da casa e dos filhos sozinha. A falta de creche é uma das principais causas para que muitas mães jovens abandonem os estudos e se submetam a trabalhos precários. O dever de cuidar dos filhos é do homem e da mulher, porém, na maioria das vezes quem vai às reuniões da escola, quem leva o filho no médico, quem se preocupa com a vestimenta, com a comida... é a mãe. Isso tudo acontece por que o machismo na nossa sociedade está longe de ser superado. 

Os governantes não estão preocupados em melhorar a vida das mulheres, direito como saúde e educação que são garantidos pela Constituição, na prática são negados. Faltam vagas nas creches e escolas, os postos de saúde estão cada vez mais lotados, faltam medicamentos e recursos humanos. A realidade é que não prioridade dos governos, mesmo do Governo Dilma (PT), uma mulher e mãe, garantir que as mulheres que mais precisam de políticas públicas, que são as mulheres pobres e trabalhadoras, consigam exercer sua maternidade de fato, com um salário adequado, com garantia de saúde para a mãe e filho, ser protegida da violência contra a mulher, da violência obstétrica.
 
Eu mãe e militante do PSTU, tenho muito orgulho de dedicar o dia de hoje a uma companheira muito especial, que assim como eu era mãe e militante, que lutou pela transformação desta sociedade machista e também por uma sociedade socialista, mas infelizmente foi vitima do machismo que mata milhares de mulheres, a companheira Sandra e seu filho Icauã, que foram brutalmente assassinados pelo namorado dela. Isso revolta muito, mas fortalece ainda mais a nossa luta. SANDRA E ICAUÃ PRESENTES!!

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