26 de fevereiro de 2014

Privatização da saúde pública estadual é aprovada na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP)

PSTU do Paraná
Nesta terça-feira (25) foi aprovado o Projeto de Lei Completar 22/2013 que regulamenta a privatização dos serviços públicos estaduais no Paraná, e o Projeto de Lei 726/2013 que privatiza a gestão da saúde pública estadual. Liderados pelo deputado Ademar Traiano e Valdir Rossoni, ambos do PSDB, a maioria dos deputados votou a favor dos projetos do governador Beto Richa que significam uma derrota enorme para os trabalhadores da saúde e usuários do SUS.

No dia 24 de fevereiro, os deputados da base aliada do governo Beto Richa apresentaram requerimento que transformou a sessão de ontem (25) em Comissão Geral, para assim poder aprovar os dois projetos em “regime de urgência”. Foi uma verdadeira manobra, orquestrada para aprovar a qualquer custo a política do governo estadual.

Em menos de 24 horas, alguns sindicatos e movimentos sociais se mobilizaram e conseguiram levar às galerias da ALEP cerca de 300 manifestantes. Logo na entrada a repressão foi ostensiva, nenhuma faixa ou bandeira entrou no interior da ALEP, a Polícia Militar revistou todos manifestantes que entraram.

Os manifestantes agitaram diversas palavras de ordem, tais como “Não, não, não! A privatização”, “O Beto Richa, preste atenção! A fundação é privatização!”, “O presidente, preste atenção! Ano que vem tem eleição!”. Mesmo assim os deputados da base do governo levaram adiante a votação que aprovou esses projetos.

A repressão e a censura preocupam

Na entrada a PM revistava todos os manifestantes que entravam na ALEP, a maioria das faixas e bandeiras foi confiscada ainda na entrada. No interior das galerias a repressão continuou, a informação que temos é de que a presidência da ALEP, sob a tutela de Valdir Rossoni do PSDB, mantém policiais militares como “seguranças”. Esses “seguranças” pressionaram os manifestantes o tempo todo, eles tentavam impedir que os manifestantes [sem faixas e bandeiras] agitassem suas palavras de ordem.

No momento da votação, manifestantes tentaram mostrar a única faixa que entrou na ALEP, foi quando os “seguranças” intervieram com violência, ao ponto de rasgar a faixa da ANEL/CSP CONLUTAS que dizia “Tem dinheiro pra Copa, mas não tem pra saúde?”. Repudiamos a repressão e a censura praticada sob as ordens de Valdir Rossini do PSDB.

O presidente da ALEP, o deputado Valdir Rossini, procurou coagir os manifestantes o tempo todo, através do microfone ordenou aos “seguranças” que retirassem qualquer um que descumprisse a sua orientação. Com esta postura, o presidente do legislativo paranaense retornou as práticas dos tempos de ditadura militar neste país, é absurdo que o povo não possa ir até o poder legislativo protestar contra a política nefasta dos deputados.

Repudiamos a declaração machista de Valdir Rossoni

Mas a repressão não foi tudo. Em meio a esta truculência sem tamanho, Valdir Rossini mostrou para todos os presentes o quanto é MACHISTA. Elaine Rodella, diretora do Sindsaúde-PR, manifestava-se contra o encaminhamento da votação, neste momento Rossoni fez a reprovável declaração: “Que nervosinha. Imagina o que essa mulher faz com o marido em casa”.

Imediatamente, os mais de 300 manifestantes repudiaram a atitude de Rossoni, sob a palavra de ordem de “Fora Machista!”.  Nosso partido é solidário a lutadora Elaine Rodella, ao mesmo tempo repudiamos a declaração machista do presidente da assembleia.

Beto Richa segue a cartilha de privatização do governo federal

O líder do governo, Deputado Ademar Traiano, fez o discurso defendendo a privatização. No discurso o principal argumento foi que o governo Beto Richa segue a mesma linha do governo Dilma, citou que o projeto de lei federal que busca regulamentar as Parcerias Público Privadas (PPP´s) e tramita no Congresso Nacional foi de iniciativa do então Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo do PT.

Infelizmente, os governos petistas chegaram ao poder e mudaram de lado, o partido [PT] que antes estava na linha de frente contra as privatizações dos governos Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Jaime Lerner, hoje aplica a mesma política que antes combatia. O PT optou por alianças com partidos burgueses e governa a favor dos grandes grupos empresariais que mandam na política do país.

No Paraná o PT é oposição ao governo do PSDB, e isso possibilitou que a bancada petista pudesse votar contra as privatizações de Beto Richa. Dizemos possibilitou, por que na maioria das prefeituras e governos onde o PT está no poder, às privatizações, terceirizações e concessões estão sendo aplicadas por este partido. Alguns exemplos são as privatizações dos portos, aeroportos, estradas e os hospitais universitários de responsabilidade direta do governo federal.

Em outro momento, como foi na época da privatização da Copel, os movimentos sociais, os sindicatos e o movimento estudantil [influenciados pelo PT e pela CUT] mobilizavam suas bases para lutar contra as privatizações. Ontem, infelizmente, faltou a força de massas que tivemos em outros momentos. O petismo ainda influencia a maioria dos sindicatos e movimentos sociais, portanto, somos obrigados a dizer que a renúncia em mobilizar para luta significa uma traição à classe trabalhadora.

Somos contra todas as formas de privatização dos serviços públicos prestados a população. Não aceitamos que se invista tanto dinheiro público na Copa, para atender as exigência da FIFA e enriquecer as empreiteiras com os recursos públicos, enquanto o povo não tem saúde, moradia, transporte e educação de qualidade.

  • Basta de privatizações! Contra as privatizações petistas e tucanas!
  • Revogação das leis que regulamentam as fundações!
  • Repúdio a declaração MACHISTA de Valdir Rossoni!
  • Abaixo a repressão e censura na ALEP!

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