6 de janeiro de 2014

PSTU lança pré-candidatura de Rodrigo Tomazini ao Governo do Estado do Paraná

Um pré-candidato pela construção da Frente de Esquerda Socialista no Estado.
Direção Estadual do PSTU do Paraná
As eleições de 2014 acontecerão em uma nova situação política e colocam um enorme desafio para esquerda brasileira. As masssas estão na ofensiva enquanto os governos estão na defensiva. As jornadas de junho e as greves de julho e agosto mostraram que os governos de todas as esferas não estão do lado do povo.
Pela primeira vez depois do Movimento pelas “Diretas já!” e o “Fora Collor” os trabalhadores e a juventude de nosso país colocaram-se na ofensiva emparedando os patrões e seus representantes no parlamento.


A juventude e os trabalhadores saíram às ruas para lutar contra a corrupção e a péssima qualidade nos serviços públicos, e em meio a diversas reivindicações, levantaram palavras de ordem que demonstraram um enorme desejo de mudança. Mas as mudanças de fundo não vão ocorrer com os governos que aí estão, isso é assim por que eles governam para os capitalistas. A vitória que tivemos contra o aumento das passagens demonstrou que o caminho é a luta, ao mesmo tempo, ficou claro que os governos não estão dispostos a atender as reivindicações das ruas, pressionados pelas mobilizações foram obrigados a fazer algumas concessões.
Apesar das conquistas importantes obtidas (retirada do Projeto “Cura Gay”, derrubada da PEC 37, redução das tarifas de ônibus), as mudanças estruturais reivindicadas pela juventude em Junho não saíram do papel. O Passe Livre Estudantil Nacional chegou a ser debatido no Senado mas atualmente pouco ou nada se fala. As privatizações no setor de infraestrutura do país continuaram e pouco se fez para por fim a corrupção. Ao mesmo tempo, o Orçamento Federal para 2014 mantém o repasse de quase metade de nossa riqueza para a agiotagem internacional, restando pouco mais de 3% para a saúde e 4% para a educação, sinalizando para quem se governa de fato neste país.
Por isso, seguirá o caos na saúde e educação pública, como também no transporte coletivo. Dezenas de prefeituras já ensaiam aumento das tarifas para o começo do ano. Seguem as privatizações do Petróleo e o aumento da gasolina foi um presente de fim de ano de mau gosto de Dilma (PT) para os trabalhadores, política aplicada para atender a sede de lucros dos acionistas da PETROBRAS. O salário segue não chegando até o fim do mês e o acesso ao consumo se realiza com doses cada vez mais cavalares de endividamento pessoal.
O espaço eleitoral burguês, mais do que nunca, precisa ser utilizado para chamar a juventude e os trabalhadores paranaenses a retornarem às ruas para que suas reivindicações sejam atendidas! Precisa ser usado no sentido de contribuir para fortalecer a confiança de nossa classe em suas próprias forças.
Rodrigo Tomazini é pré-candidato pela construção da Frente de Esquerda Socialista no Paraná
Rodrigo Tomazini foi candidato a deputado estadual pelo PSTU em 2010 e sempre esteve na luta da classe trabalhadora. Iniciou sua militância no movimento estudantil, ocasião em que participou ativamente das mobilizações contra as privatizações dos governos de Jaime Lerner (na época do PFL) e Fernando Henrique (PSDB). Esteve nas mobilizações contra a privatização do Banestado, Copel e da educação superior. Ocupou papel de destaque como liderança da luta que impediu que todo o lixo de Maringá e Região fosse destinado para Sarandi, em seguida participou ativamente das manifestações que levaram a cassação do ex-prefeito desta cidade, Milton Martini (PP). Foi preso e perseguido por estar ao lado dos trabalhadores. Por trabalhar no setor da educação, a luta pela educação pública, gratuita e de qualidade é  parte da sua atuação política.
Por uma Frente de Esquerda Socialista no Paraná e um programa que reflita as jornadas de junho e as greves de 2013
Sabemos o limite das eleições e por isso somos um partido revolucionário que defende a revolução socialista. Mas também sabemos o quanto é importante apresentar uma alternativa socialista nas eleições em 2014, que se proponha governar com e para os trabalhadores.
No Paraná, como no Brasil, o debate eleitoral já está aberto e a imprensa faz todo o tipo de malabarismo para demonstrar que só existem 2 candidatos: Beto Richa (PSDB) e Gleisi Hoffmann (PT) e uma possível candidatura de Requião (PMDB).
Para nós, tanto Beto Richa (PSDB) quanto Gleisi Hoffmann (PT) e Requião (PMDB), defendem uma política econômica que beneficia os grandes empresários e o agronegócio, através das privatizações, isenções de impostos, arrocho de salários e sucateamento dos serviços públicos. Se por um lado Dilma, ao lado de Gleici Hoffmann, vem privatizando o petróleo, estradas, aeroportos e hospitais universitários, Beto Richa quer votar um projeto de lei que privatiza quase todo o serviço público estadual através das fundações estatais de direito privado. Gleisi Hoffmann, é até então, a principal responsável no governo federal pelos planos de privatização da infraestrutura do país, é defensora da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares que significa a privatização dos Hospitais Universitários) e também a fiel escudeira dos latifundiários, grileiros de terras e multinacionais ligadas ao agronegócio contra a população indígena.
Neste cenário precisamos apresentar uma alternativa socialista. É em apoio as lutas e mobilizações dos trabalhadores e da juventude que o PSTU lança a pré candidatura de Rodrigo Tomazini ao Governo do Estado.
Para se contrapor as alternativas burguesas em âmbito nacional lançamos o operário metalúrgico José Maria de Almeida como pré-candidato à Presidência da República. Mas também no Paraná, é preciso a conformação de uma Frente que envolva o PSTU, PSOL e PCB, que busque apoio nos  movimentos sociais e lutadores que foram às ruas no ano passado. Tal Frente deve apresentar um programa classista e anticapitalista; que combata a exploração; o machismo, racismo e a homofobia; que reflita a pauta das jornadas de junho e greves do segundo semestre de 2013; que seja financiada pelos trabalhadores e a juventude para poder ter independência programática.
É tarefa da esquerda lutar contra os governos e parlamentares que não representam a nossa classe. E Somente um programa operário e socialista pode dar conta desta tarefa. Para poder expressar as necessidades da classe trabalhadora em oposição aos interesses da burguesia.



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