12 de setembro de 2013

Polemica LS/Outros Outubros Virão - P. II


Os acontecimentos políticos dos últimos três meses, em particular a explosão de revolta do mês de junho, a greve geral do dia 11 de julho e a paralisação nacional do dia 30 de agosto, nos mostraram as características fundamentais das batalhas da luta de classes que estão por vir: o papel central da juventude nas manifestações de massas, a política do governo de Frente Popular e de seus aparato (CUT, UNE, MST)


para conter ou desviar as mobilizações, o comportamento das classes médias empobrecidas, a reação da ultradireita e dos aparatos de repressão, e também a política adotada diante do ascenso pelas organizações que reivindicam o socialismo e o marxismo revolucionário.

Por tudo o que vimos e presenciamos durante todo esse processo, já podemos extrair várias conclusões, que nos serão úteis no futuro.
Nesse contexto, publicamos agora a segunda parte de um artigo de polêmica dirigido contra a LS/Outros Outubros Virão.

No primeiro artigo, publicado em novembro de 2012, mostramos a origem da corrente Luta Socialista/Outros Outubros Virão. Analisamos suas “formulações teóricas”, especialmente a ideologia do “momento histórico de dissenso [sic]” e a abstração “ser social petista”. Acreditamos ter demonstrado que são ideologias revisionistas, destinadas a justificar as escolhas políticas dessa corrente, em particular sua opção pelo esquerdismo e o anarco-sindicalismo.

No presente trabalho, iremos mostrar que o esquerdismo e o anarco-sindicalismo são usados pela LS apenas na base, isto é, como forma de se contrapor às demais correntes políticas (principalmente aos partidos políticos). No entanto, quando a LS assume a direção de um sindicato ou organização estudantil, a forma esquerdista exibe seu verdadeiro conteúdo: na superestrutura, a LS assume imediatamente as posições usuais do economicismo.

Mostraremos também por que havíamos dito que, do ponto de vista da fundamentação teórica, a LS “parece” uma corrente stalinista. O stalinismo não existe mais como aparato mundial contrarrevolucionário — foi destruído pelas revoluções de 1989-1991. Mas as ideologias stalinistas seguem existindo. Veremos de que modo estão incluídas nas elaborações da LS.



De acordo com Marx, “é na práxis que o ser humano tem de comprovar a verdade, isto é, a realidade e o poder, o caráter terreno do seu pensamento”. Por isso, a título de exemplo e como conclusão do presente trabalho, veremos de que modo a LS conseguiu realizar (em nome do marxismo) a façanha de furar a greve geral do dia 11 de julho e também a paralisação nacional do dia 30 de agosto, mostrando uma vez mais o alcance da célebre expressão de Lenin: “Sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário”.

Polemica LS / Outros Outubros Virão - Parte II

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