2 de setembro de 2013

30 DE AGOSTO


Em Curitiba, o dia 30 de Agosto é marcado por paralisação no Hospital de Clínicas, na educação Pública e ato das Centrais Sindicais.Na última sexta feira, dia 30 de agosto, ocorreu no Dia Nacional de Mobilizações e Paralisações. O PSTU participou do dia de lutas e construiu paralisações e atos por todo o Brasil. O dia de paralisação nacional foi convocado pela articulação entre as
principais centrais sindicais do país (CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, UGT, NCST, CTB, CSB, CGTB). A iniciativa faz parte da onda de mobilizações que teve início em junho, com as manifestações de rua, e em julho, com as paralisações nacionais dos trabalhadores.

A adesão de trabalhadores do transporte público fez parar por algumas horas cidades como Fortaleza, Salvador, Natal, Belo Horizonte, Porto Alegre, São Luís e Palmas. Em São José dos Campos, interior de São Paulo, pelo menos 27 mil operários de 25 fábricas paralisaram, incluindo os metalúrgicos da General Motors. Em Curitiba, o dia que há 25 anos já é uma data tradicional de lutas dos professores da rede estadual, foi marcado por lutas em várias categorias, desde servidores federais e da saúde da UFPR, até metalúrgicos e operários.

As paralizações em Curitiba, começaram logo cedo com a Greve de 24 horas do Hospital de Clínicas da UFPR, lá os servidores travam uma luta contra a privatização da saúde trazida com a EBSERH, empresa criada pelo Governo Federal com o intuito de terceirizar os serviços nos hospitais universitários, taxando atendimentos, exames e cirurgias que até então eram gratuitas. O SINDITEST fortaleceu a categoria e construiu a paralização no dia 30. A adesão à greve foi completa, só funcionando setores fundamentais como urgências e quimioterapia. A mobilização dos servidores foi tranquila apesar de muito forte. Foi a principal e mais numerosa paralisação de atividades na cidade, junto aos educadores que paralisam tradicionalmente nesta data.

O PSTU esteve ao lado dos professores estaduais no ato em memória aos professores reprimidos pelo governo Álvaro Dias em 1988, quando lutavam por Educação pública de qualidade e melhores salários. O ato que contou com cerca de 8 mil professores, marchou até o palácio do Iguaçu, onde pressionou o governador Beto Richa a cumprir o acordo de aumentos de salários que ainda não foi repassado.

Logo após, ocorreu o ato chamado pelas Centrais Sindicais em frente à sede da FIEP. Lá sindicatos de várias categorias mandaram um recado aos patrões e aos governos: não aceitaremos os ataques a nossos direitos; não concordamos com a política econômica do governo Dilma que só favorece os empresários e banqueiros; não aceitaremos a privatização e precarização da Saúde Pública. O PSTU e a CSP-Conlutas construíram este dia de luta e estarão ao lado dos trabalhadores lutando contra os ataques aos nossos direitos. As ruas não se calarão.


PSTU - Curitiba
     

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