3 de setembro de 2013

MULHERES NA LUTA


Desde junho, quando explodiram manifestações por todo o país, as mulheres estão a frente dos processos reivindicando melhores condições de transporte, saúde, educação e salários. Somos metade de toda a força produtiva do país e maioria da população. As ruas evidenciaram que somos as que mais sofrem as consequências das péssimas condições de vida, seja em casa ou no trabalho.
Em todo o país, junto às lutas contra o aumento da passagem, ecoaram palavras de ordem contra a violência à mulher, por salários e direitos iguais, contra a “bolsa estupro”, contra o machismo e todas as formas de opressão e o seu porta voz oficial, o deputado Marco Feliciano.Entre os dias 4 e 6 de outubro, ocorrerá em Sarzedo- MG, o 1º Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta, o MML. Os principais objetivos deste Encontro são organizar as lutas das mulheres trabalhadoras, atualizar seu programa à nova conjuntura de lutas e avançar na organização e estruturação do movimento.Somos um movimento nacional de mulheres trabalhadoras, independente de governos e patrões. O Encontro será fundamental para a consolidação desta independência, pois orientará a construção de um quadro comum de pautas e a organização de lutas, em âmbito nacional.Este é o momento de avançar na luta, reivindicando e cobrando do governo os nossos direitos. Não podemos permitir que o Estatuto do Nascituro seja aprovado! Este projeto criminaliza a vítima do estupro e cria a “bolsa estupro”, um auxílio à garota que gestar o feto consequente da agressão. É preciso construir a luta para que Feliciano seja retirado da presidência da Comissão de Direitos Humanos.Já o movimento LGBT, conquistou novos direitos, mas é preciso avançar e criminalizar a homofobia e a transfobia. Segundo o Mapa da Violência 2012, o Paraná é o terceiro estado em que mais ocorre violência contra a mulher, e em Curitiba o índice é mais alarmante: é a quarta capital em que mais morrem mulheres. A luta contra o machismo deve fazer parte das lutas da classe trabalhadora, pois não há capitalismo sem machismo. Para avançarmos neste momento de lutas, que se iniciou em junho precisamos estar mais organizadas do que nunca.O 1° Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta está sendo construído pra dar conta desta tarefa. Nos três dias de atividades, haverá muitos debates, desde a conjuntura política nacional e internacional, e o papel das mulheres nas revoluções que ocorrem pelo mundo, até polêmicas sobre o caráter do governo da Presidente Dilma, que apesar de ser mulher governa aos interesses dos patrões, e contra as mulheres trabalhadoras, garantindo grandiosos lucros às empresas enquanto as condições de vida da classe trabalhadora continuam péssimas. Haverá ainda grupos de trabalho pra articular as diversas campanhas nacionais por creches, contra a violência, pelos direitos LGBT, em defesa da saúde pública, e fortalecer as greves e campanhas salariais, colocando as demandas das mulheres na pauta de reivindicações que ocorrem pelo país, envolvendo ainda mais as mulheres na luta política e sindical.O MML de Curitiba irá ao encontro e já está se organizando para levar o maior número possível de mulheres trabalhadoras, jovens, estudantes e lutadoras. Até o início de outubro ocorrerão debates, reuniões e atividades de construção do Encontro. Venha construir o 1° Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta, acesse os blogs do MML e acompanhe as atividades.

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