3 de maio de 2013

Em debate sobre os “10 anos do PT no governo”, Zé Maria reafirmou a necessidade de um partido revolucionário




Ao final do debate, solenidade de filiação de valorosos camaradas marcou a atividade. A tarefa de construir um programa revolucionário e um partido com influência de massas ganhou maior vigor com o reforço de dirigentes do movimento sindical e estudantil de Curitiba
PSTU - Curitiba

Nessa quinta-feira, 2 de maio, mais de 50 ativistas e militantes de esquerda, que atuam no movimento sindical e estudantil, participaram do debate promovido pelo PSTU de Curitiba sobre os “10 anos do PT no governo. Para quem a estrela brilhou?”
O presidente nacional do partido, Zé Maria de Almeida, analisou a situação política e econômica do Brasil durante os anos de petismo no poder. Mostrou que o PT transformou-se ao longo do tempo, em um partido que governa para os ricos empresários do capital nacional e internacional. “Os principais dirigentes desse partido passaram para o outro lado. A política de ataques do governo, o financiamento privado das campanhas eleitorais, a corrupção, as alianças com a direita, e a transformação dos principais dirigentes em agentes parceiros das grandes empresas capitalistas, são a prova do programa traidor que o PT adotou. Infelizmente esse partido não está mais ao lado dos trabalhadores”, ressaltou.
Zé Maria relacionou a situação do Brasil com as lutas e revoluções protagonizadas pelos trabalhadores na Europa e Norte da África, que enfrentam as (contra)reformas e ditaduras que pretendem impor mais miséria e opressão ao povo pobre daqueles países.
Ao final concluiu: “O povo, as massas exploradas e oprimidas dos diferentes países, incluindo o nosso país, nunca pararam de lutar, a história recente é prova disso. A verdade é que a nossa classe se levanta contra a ordem vigente quando sente a necessidade de mudar a sua vida para melhor, e quando não suporta mais sofrimentos faz revoluções. O exemplo do Equador no início dos anos 2000 foi emblemático, o povo do campo e da cidade se unificou nas ruas, marchou para o palácio do governo e tomou-o por algumas horas. A ordem governamental de repressão dividiu as forças armadas e parte delas ficou do lado dos manifestantes nas ruas. O que faltou então? Ora! Faltou um partido com programa revolucionário, que tivesse um forte enraizamento e influência sobre a classe trabalhadora, e a atitude de manter o poder nas mãos da nossa classe naquele país”.
O debate sobre Reforma ou Revolução segue vigente do ponto vista histórico e imediato. O programa reformista do PT não poderá levar a cabo reformas progressistas que melhorem de fato a vida da classe trabalhadora brasileira. O projeto reformista está falido a nível internacional, pois, capitalismo, em sua fase imperialista, não é capaz de permitir reformas progressistas. Os planos de austeridade aplicados na Europa são a demonstração emblemática desse fato, no Brasil não é diferente.
É tarefa de todos lutadores que defendem o socialismo construir a unidade de nossa classe, na luta cotidiana contra o governo petista que representa o capital. Ao mesmo tempo, apoiando-nos na experiência prática, devemos nos esforçar em avançar na unidade estratégica, pela construção de um partido revolucionário nacional que seja parte de uma Internacional.
Fileiras reforçadas na luta pela revolução socialista internacional
Ao final do debate, solenidade de filiação de valorosos camaradas marcou a atividade. A tarefa de construir um programa revolucionário e um partido com influência de massas ganhou maior vigor com o reforço de dirigentes do movimento sindical e estudantil de Curitiba.
Desejamos boas vindas à camarada Carla Cobalchini, presidente do SINDITEST-PR e ex-militante do PSOL, ao camarada Zé Carlos, diretor do SINDITEST-PR e ex-militante do PSOL, e a camarada Bruna Herrans, ativista do movimento estudantil.
Acreditamos que a construção do PSTU significa a preservação da tradição revolucionária ensinada pelo marxismo, expressa no programa socialista internacional, na concepção leninista de partido e no legado político e teórico deixado por Trotsky. Sabemos que a revolução é obra das massas, nos esforçamos em construir esse tipo de partido para influenciá-la no momento decisivo.

Essa tarefa não será somente nossa, nesse caminho nos encontraremos com muitos dirigentes e organizações de esquerda. Assim desejamos. Entendemos que o PSTU é hoje um ponto de apoio para avançar nessa tarefa estratégica.



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