2 de fevereiro de 2013

TRANSFOBIA FAZ MAIS UMA VÍTIMA EM CURITIBA


 Juventude do PSTU Curitiba

Curitiba, a capital “modelo” para os padrões capitalistas, segue a risca sua determinação quanto à manutenção de seu “status quo” no que tange a exploração e opressão de quem se desvirtua da norma imposta por conceitos tão antigos quanto a sua própria intolerância.
Não é raro observarmos direitos cerceados e vidas restringidas em nome dessa norma que abarca quem quer que seja, ignorando a sua liberdade de ser o que é e viver como quiser, onde quer que esteja.
Já no início desse ano, no dia 06 de Janeiro, o indício da perversidade dos meandros desse sistema se exemplifica no assassinato da jovem Nicole Borges, 20 anos, sob a alegação de “engano” ao se constatar que era uma transexual. Incrível ainda é de como a “imparcialidade” jornalística se anula quando a reportagem trata de uma pessoa que, além de ser brutalmente assassinada em um claro crime de ódio transfóbico, transgride em sua própria essência a normatização dos gêneros. A utilização do pronome masculino, em total discordância com a figura da vítima, nada mais é que a propagação contínua de uma rede de intolerância que vai além de quem simplesmente puxa o gatilho, mas também de quem incita a ser puxado, ao mesmo tempo em que agride não só a memória de quem deve ser lembrada, como a liberdade de quem luta cotidianamente pra ser respeitada como deseja ser.
Outro exemplo foi a recente “invasão” (dias 12, 13 e 14 deste mesmo mês) pela cruzada da Tradição, Família e Propriedade (TFP) que proclamava hinos de ódio e preconceito contra famílias homoafetivas e por consequência contra os LGBTs em sua totalidade. Não bastasse o retrocesso das suas atuações no Paraná, algumas horas depois, em resposta à incitação reacionária, um jovem gay de 25 anos foi esfaqueado na Av. Visconde de Guarapuava. Impossível dissociar um fato do outro, mesmo que indiretamente!
Lamentavelmente, em decorrência desses e de outros fatos, o Brasil confirma sua posição em primeiro lugar no ranking mundial de assassinatos de LGBTs, concentrando 44% do total de mortes do tipo em todo mundo. Nos Estados Unidos, com 100 milhões de habitantes a mais que nosso país, foram registrados 9 assassinatos de pessoas transexuais em 2011. Aqui foram 98 casos de execuções no mesmo ano. Em 2009, Curitiba foi a metrópole brasileira onde mais homossexuais foram assassinados. Foram 14 vítimas, seguida de Salvador com, 11 homicídios.
O Programa Brasil Sem Homofobia, lançado em 2004, mostra-se ineficiente. O Projeto de Lei 122/06, que tem por objetivo criminalizar os casos de discriminação motivados por orientação sexual e identidade de gênero, nunca saiu do papel. Enquanto isso, continuamos sendo vítimas de violência motivada por intolerância. Como Nicole, a cada 33 horas um LGBT é assinado no Brasil.
O governo da presidente Dilma Houssef (PT) é responsável por esses índices alarmantes quando toma uma postura negligente perante a comunidade LGBT. O Programa Brasil Sem Homofobia, mostrou-se ineficiente. O Projeto de Lei 122/06, que tem por objetivo criminalizar os casos de discriminação motivados por orientação sexual e identidade de gênero, nunca saiu do papel. O kit anti-homofobia, que tinha por objetivo combater a homofobia nas escolas, foi vetado por Dilma a troco de apoio da bancada religiosa do governo. Enquanto isso, continuamos sendo vítimas de violência motivada por intolerância. Como Nicole, a cada 33 horas um LGBT é assinado no Brasil.
No dia 16 de outubro de 2012, a então candidato a prefeito Gustavo Fruet (PDT), assinou o termo de compromisso, se comprometendo a “buscar a colaboração da prefeitura na defesa dos direitos humanos e luta para o fim da discriminação dos LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais)”, assinado também por sua vice, Mirian Gonçalves (PT).
Não temos ilusão com esse governo, pois afinal, o PT, a nível federal e sua bancada de apoio, como a coligação com o PDT para a prefeitura, já mostrou a sua cara, não mudando a realidade dos LGBT’s durante os 11 anos que ocupam o cargo de presidência entre Lula e Dilma como os índices de violência demostram. Porém, nós da Juventude do PSTU, estaremos cotidianamente na luta cobrando o cumprimento desse compromisso com medidas efetivas no combate a transfobia e homofobia. Por isso exigimos:
  • CRIMINALIZAÇÃO DA TRANSFOBIA, HOMOFOBIA E LESBOFOBIA, PELA APROVAÇÃO IMEDIATA DO PL 122/06;
  • APROVAÇÃO DO “KIT ANTI-HOMOFOBIA” NAS ESCOLAS MUNICIPAIS;
  • Centros de referência para o atendimento adequado à comunidade LGBT;


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