15 de julho de 2012

MARCHA DAS VADIAS CURITIBA: PSTU PRESENTE!


por Karen Capelesso
Secretaria de Mulheres do PSTU – Curitiba

Mariane de Siqueira - candidata a vereadora
de Curitiba pelo PSTU
A Marcha das Vadias Curitiba ocorreu neste último sábado, 14, e encheu a fria Curitiba do calor dos mais de mil lutadoras e lutadores que saíram de suas casas para dizer “NÃO” ao machismo. O PSTU esteve presente, pois para nós, não é possível haver uma sociedade livre e com igualdade enquanto existir o machismo, porque é o machismo a causa de milhares de mortes de mulheres que são agredidas pelos seus maridos e companheiros, de mulheres que sofrem assédio e abuso sexual e da desigualdade dos salários entre os gêneros.
A concentração da Marcha das Vadias ocorreu no Passeio Público, por volta das dez horas da manhã, com uma atividade onde os partidos políticos e seus militantes puderam expor uma pouco de suas idéias. Mariane de Siqueira, candidata a vereadora do PSTU Curitiba, aproveitou o espaço do seu pronunciamento para denunciar o descaso por parte do poder público com a mulher em nossa cidade: “Em Curitiba faltam funcionários na Delegacia da Mulher, que funciona somente com 54% da quantidade de funcionários que é necessária, faltam vagas na Casa Abrigo para as mulheres, faltam 23 mil vagas em creches para os filhos das trabalhadoras”
Para nós do PSTU, o quadro de violência das mulheres somente irá se reverter com investimento de recursos públicos nas políticas públicas voltadas às mulheres. Não se pode discutir violência da mulher sem discutir as verbas que são destinadas para acabar com essa situação. A prefeitura de Curitiba, representada por Luciano Ducci (PSB/PSDB), Governador Beto Richa (PSDB) e também a presidente Dilma Houssef (PT), é cúmplice dos dados absurdos como estes: O Paraná é o 3º Estado no ranking da violência à mulher, perdendo somente para o Espírito Santo e Alagoas. O Brasil é 7º país no mundo onde as mulheres mais morrem. 
Analisando esses dados ainda é preciso dizer uma questão: infelizmente, o fato de termos uma mulher na presidência do nosso país não significou avanços concretos nas vidas de milhares de mulheres que continuam submetidas a diversas situações de abuso e violência. A Lei Maria da Penha, que criminaliza a violência a mulher não será eficaz se Dilma (PT) não financiar a sua aplicação em todo Brasil.
No início deste ano, Dilma fez um corte no orçamento nas verbas sociais de mais de R$ 55 bilhões, preferindo pagar as dividas públicas aos banqueiros ricos. Ou seja, não basta ser uma mulher no Governo para acabar violência e o machismo, se esta governa para os ricos! É a mulher trabalhadora que mais sofre com a violência e com a falta de investimentos dos recursos públicos, pois não tem para onde ir depois de sofrer uma violência doméstica, não tem como deixar os seus filhos em creches, pois faltam vagas, entre outras enormes dificuldades enfrentadas no cotidiano.
Além de nossa participação na Marcha das Vadias, com cartazes e palavras de ordem denunciando a violência à mulher e o descaso com as mulheres trabalhadoras, o PSTU distribuiu durante a manifestação uma nota de repúdio à nota de Carlos Ramalhete, colunista do jornal a Gazeta do Povo que comparava as mulheres que participavam da Marcha a “carcaças de gambás” com claro objetivo de criminalizar e denegrir a imagem das mulheres que lutam por dignidade e respeito.
Diante deste quadro, o PSTU acredita ser essencial a construção de uma candidatura feminista e socialista para uma Curitiba para os trabalhador@s sem machismo e outras opressões racistas e homofóbicas. O nome desta candidatura é MARIANE DE SIQUEIRA, 16.000 – PSTU!

Acesse a nota de repúdio ao artigo de Carlos Ramalhete aqui: 

NOTA DO PSTU EM REPUDIO A CARLOS RAMALHETE, COLUNISTA DA GAZETA DO POVO

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