27 de junho de 2012

Não ao governo de Federico Franco surgido do golpe parlamentar

Leia a nota da seção da LIT-QI no Paraguai sobre o golpe de Estado perpetrado no dia 22 de junho

PT (SEÇÃO FILIADA À LIT NO PARAGUAI)
 


 
 
  Presidente golpista que assumiu o governo paraguaio 

• O Partido dos Trabalhadores (PT, seção da LIT-QI no Paraguai), rechaça e repudia com indignação e firmeza o golpe que significou o julgamento político imposto nesse dia 22 de junho no Senado – apoiada e patrocinada pela direita tradicional de nosso país -, que terminou com a destituição de Lugo e a designação de Federico Franco como presidente.

Reafirmamos que o Parlamento Nacional, uma verdadeira cova de bandidos, não representa o povo trabalhador e não tem a mínima autoridade política nem moral para destituir uma pessoa designada pela maioria do povo, pelas vias das eleições gerais, para exercer o cargo de Presidente da República. Reafirmamos nossa posição de que Lugo merecia ser julgado e destituído, mas pela vontade popular, não por parlamentares desertores e antipopulares. Lugo foi eleito pela maioria do povo por meio das eleições e esse mesmo povo é quem deveria destituí-lo.

O PT não reconhece o governo de Federico Franco por ser ilegal e ilegítimo e imposto por um golpe parlamentar. É um governo que surge de uma violação aos mais básicos princípios democráticos. Repudia, assim, todos os partidos que decidiram levar adiante esta farsa: o Partido Liberal Radical Autêntico, o Partido Colorado, o Partido Pátria Querida, o Partido Unace e o Partido Democrático Popular.

Instamos a todas as organizações políticas e sociais que se considerem democráticas a que rechacem e não reconheçam o novo governo, e repudiem os partidos golpistas, no marco da defesa das liberdades públicas de organização e mobilização, assim como da completa vigência das garantias constitucionais básicas.

Este golpe, deve-se reforçar, não é nada se não a crônica de uma tragédia anunciada por completa responsabilidade da política de “vamos enganar e utilizar a direita”, “vamos nos aliar aos setores democráticos dos partidos capitalistas para acumular e avançar” e o engano massivo que significou o “poncho juru” (no idioma guarani, no meio “como a gola do poncho”, nem à esquerda nem à direita, mas no meio) que levou a desarmar o movimento de massas, criando as condições para o presente golpe. Esta política é responsabilidade completa de Lugo e das esquerdas luguistas que terminaram rejeitados por seus aliados políticos.



Acreditamos que, com organização e mobilização, devemos exigir a urgente convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, democrática e soberana, que reorganize nossa nação sobre novas bases que assegure terra, pão, trabalho, soberania e liberdade para todo o povo paraguaio.

Em prol desse objetivo, chamamos a todas as organizações sociais e políticas de esquerda a trabalharmos juntos em unidade de ação, orientada na construção de um grande movimento da classe trabalhadora, que rompa definitivamente com a inútil política de aliança com os setores “progressistas e democráticos” da burguesia e se projete de um governo operário, camponês e popular.

Comitê Executivo Nacional
Partido dos Trabalhadores
22 de junho de 2012

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