11 de junho de 2012

Manifesto do PSTU pela construção da Frente de Esquerda em Curitiba


PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Curitiba, 05 de junho de 2012
Em Curitiba, a eleição burguesa desse ano será polarizada por dois grandes projetos políticos que representarão os grandes empresários: PDT e PT com Gustavo Fruet, e PSB e PSDB com Luciano Ducci. Mas essas duas candidaturas não serão as únicas alternativas da burguesia, também são pré-candidatos à prefeitura municipal Ratinho Júnior do PSC, Renata Bueno do PPS e Rafael Greca do PMDB. Afirmamos categoricamente que nenhuma dessas pré-candidaturas representa os interesses dos trabalhadores de Curitiba.
O atual prefeito Luciano Ducci será o candidato da direita tradicional da cidade e representará a continuidade de Lerner, Greca, Taniguchi e Beto Richa. Todos esses senhores representam ou representaram em algum momento o projeto de poder dos que de fato mandam em Curitiba. Basta olhar para a história dos últimos vinte e poucos anos para constatar esse fato. Mas não nos enganemos, os demais pré-candidatos também representam os grandes empresários.
Curitiba é a cidade modelo para quem? Para os ricos ou para os pobres?
A Curitiba do centro e das atrações turísticas é bem diferente da que encontramos nos bairros mais afastados da região central, é fácil identificar as diferenças entre os lugares frequentados pelos ricos e aqueles frequentados pelos que trabalham e utilizam o transporte superlotado. É notório que a maioria dos investimentos do município são aplicados na região central, nos bairros onde vivem as classes mais favorecidas e na infraestrutura para os grandes empresários.
Nos bairros onde vivem os trabalhadores que produzem a riqueza da cidade não tem asfalto, quando tem é cheio de buracos, muitos não possuem saneamento básico, os serviços públicos são precarizados e a violência e o tráfico de drogas comprometem o futuro da juventude. Quem precisa do transporte público da “cidade modelo” sofre com a superlotação nos horários de pico, ir trabalhar de ônibus em Curitiba se tornou um transtorno cotidiano.
A propaganda divulga a cidade que os ricos enxergam e desfrutam, mas existe uma outra cidade que é escondida e esquecida todos os dias, os trabalhadores sabem bem do que estamos falando. É por isso que defenderemos uma Curitiba para os trabalhadores.
Precisamos de uma alternativa socialista de esquerda nas eleições
Vamos enfrentar projetos poderosos, que serão financiados pelos que mandam na cidade. As campanhas das candidaturas da direita serão massificadas e amparadas por uma gigantesca máquina eleitoral, financiadas por aqueles que serão beneficiados pela máquina de governo municipal. Na televisão e rádio a maior parte do tempo será ocupada pelas candidaturas burguesas, que todos os dias prometerão mundos e fundos ao povo trabalhador, como fazem em todas as eleições, é sempre assim: prometem para todos mas governam para os ricos que financiaram as campanhas.
Não podemos deixar a classe trabalhadora curitibana sem uma alternativa de esquerda e socialista, temos a obrigação de apresentar um projeto de governo a favor de nossa classe, que denuncie o regime, a (falsa) democracia burguesa e a corrupção. Precisamos de uma alternativa que diga que os trabalhadores precisam confiar apenas em sua mobilização e organização, que afirme um programa classista e socialista com independência de classe e que não aceite sequer um centavo da burguesia. Somente em base a esses critérios poderemos defender os interesses dos trabalhadores e da juventude da periferia.
Unificar PSTU, PCB e PSOL em uma Frente de Esquerda nas eleições
É muito importante para o conjunto dos trabalhadores e, sobretudo, para a vanguarda das lutas que a esquerda apresente uma alternativa unitária nessas eleições. A unidade entre os partidos de esquerda nas eleições significa a possibilidade de organizar o conjunto dos lutadores e lutadoras em base a um programa socialista e revolucionário que represente os interesses da classe trabalhadora e da juventude.
Esse programa deve expressar as lutas concretas dos movimentos sociais, sindical e estudantil. Mas também deve fazer uma denúncia clara do sistema capitalista e do Estado Burguês, para poder levantar um programa com palavras de ordem que sistematizam as necessidades do conjunto dos trabalhadores de Curitiba.
Essa é a condição para podermos organizar todos aqueles e aquelas que não se curvarão frente às candidaturas que representam a burguesia. Temos que nos preparar para uma disputa enérgica pela consciência dos trabalhadores e da juventude.
Nossas pré-candidaturas estão a serviço dessa unidade
Uma das questões que se coloca para a formação de uma frente de esquerda eleitoral é, de fato, quem irá encabeçar essa tarefa. Quem é o melhor quadro político com preparação para falar como tribuno do programa que iremos defender?
Temos profundo respeito pelos camaradas do PCB e pelo PSOL, em particular pelo papel que cumpriu o companheiro Bruno Meirinho quando foi o candidato a prefeito da Frente de Esquerda em 2008. No entanto, acreditamos que estamos num momento distinto, em que o enfrentamento com o governo municipal dirigido diretamente pelo PSDB ou o desmascaramento que devemos fazer da candidatura do PT/PDT, como uma falsa alternativa para os trabalhadores, deve ser encabeçada, neste momento pelo camarada Avanilson.
Dentre os nomes apresentados é aquele que possui uma trajetória mais longa na esquerda socialista. O fato do camarada ter militado no PT a partir do início dos anos 90 e sua relação política como ex-advogado do MST o credencia para abrir um diálogo com um importante setor social que está órfão de uma representação política à esquerda.
Além disto, a candidatura ao governo, em 2010, significou um aprendizado muito grande que deve ser aproveitado agora pelo conjunto das organizações de esquerda em Curitiba.
Defendemos que o camarada é quem poderia, neste momento, cumprir com melhor qualidade a defesa do programa da frente de esquerda, reunindo também fatores políticos que agregam mais peso à candidatura da esquerda socialista como uma alternativa para os trabalhadores e a juventude de Curitiba.
Por isso, reiteramos o chamado à formação da Frente de Esquerda, com o companheiro Avanilson na cabeça de chapa, como candidato a prefeito e, em respeito, ao peso dos demais partidos, que a vice seja ocupada pelo companheiro Bruno Meirinho.
Já na chapa de proporcionais propomos que o tempo seja divido igualitariamente entre as organizações que comporão a frente de esquerda, cabendo a cada partido definir os nomes de seus candidatos a vereador.
Por isso fazemos o chamado para os camaradas do PCB e particularmente do PSOL: reflitam sobre os argumentos que apresentamos para que possamos construir uma intervenção eleitoral vitoriosa que defenda intransigentemente um programa socialista para tornar Curitiba, uma cidade dos trabalhadores e explorados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui a sua opinião!

Marcadores