8 de março de 2012

Quando uma mulher avança, nenhum homem retrocede

O gênero nos une, a classe nos divide

Mulheres e crianças: vítimas do massacre no 
Pinheirinho
Dia 08 de março é o dia internacional de luta das mulheres, mas nesta luta não podemos estar sozinhas. A luta das mulheres tem que ser uma luta de toda a classe trabalhadora. Hoje, sobre o governo da primeira presidente mulher, que deveria representar um avanço nas pautas feministas, Dilma inicia o seu governo com um corte no orçamento público de R$ 60 bilhões em 2011 e mais R$ 55 bilhões em 2012. Esses cortes representam menos verbas para a saúde, educação e políticas públicas, afetando a todos os trabalhadores. Porém, as mulheres, por ocuparem os piores postos de trabalho vêm sendo ainda mais afetadas, pois esses cortes atingem diretamente as necessidades imediatas, como por exemplo: creches e financiamentos de programas de combates a violência doméstica. Isso demonstra que o governo Dilma não tem a mulher trabalhadora como prioridade.

Violência contra a mulher
Cada vez mais a violência contra a mulher é incentivada através de programas de televisão e até músicas. A Lei Maria da Penha aprovada em 2006 é uma importante conquista, mas que ainda não resolve a realidade das mulheres que sofrem a violência doméstica. A lei é insuficiente já que não obriga o poder público a prever verbas para construção de casas-abrigo e contratação de profissionais que prestem a assistência adequada às vítimas e agressores. O Paraná foi detectado como um dos estados mais lentos ao encaminhar à justiça os processos de violência contra a mulher (Gazeta do Povo 04/02/2012). Curitiba conta apenas com uma casa abrigo e um centro de referência da mulher, e nos bairros cada vez mais as mulheres não têm a quem recorrer. É preciso dar um basta na violência contra as mulheres!
Pela implementação imediata da Lei Maria da Penha! Aplicar a Lei Maria da Penha em todos os casos de violência!
Que os Governos Federal, Estadual e Municipal destinem recursos para os programas contra a violência!
O Estado tem a obrigação de garantir abrigo e segurança as mulheres vítimas de violência!


Direito à Maternidade: A mulher trabalhadora precisa de Creches

Durante a campanha eleitoral a política por construção de creches é utilizada para conquistar votos, no entanto, nenhuma creche foi levantada em 2011 com verbas federais (dados Folha de São Paulo, 07/02/2012). Nos bairros de Curitiba, as mães trabalhadoras precisam deixar seus filhos com as vizinhas para poderem ir ao trabalho, pois é necessário a criação de quase 10 mil vagas nas creches da cidade.
Exigimos atenção às mães e aos filhos dos trabalhadores:
Licença-Maternidade de 6 meses , rumo a 1 ano sem isenção fiscal!
Creches públicas, gratuitas, de qualidade e em período integral!

MP 557 x Saúde Pública de Qualidade
No final de 2011 a presidente Dilma aprovou uma Medida Provisória (MP 557/2011) que prevê um cadastro nacional de grávidas com o argumento de ajuda de custo às gestantes. Aquilo que deveria ser a preocupação de todos os governantes, a mortalidade materna e as seqüelas decorrentes de abortos clandestinos, é completamente abandonada nesta medida, pois não avança nos recursos da saúde pública. O cadastro serviria apenas para que os hospitais repassem informações sobre as mulheres grávidas, sendo um retrocesso até mesmo nas conquistas do movimento feminista no país. A MP557 e o programa Rede Cegonha não avançam no sentido da saúde da mulher, as tratando como meras reprodutoras.
Basta de criminalização das mulheres!
Pela revogação imediata da MP-577/2011!
Ampliação dos leitos nas maternidades e ambulâncias equipadas para gestantes no SUS 100% público!
Anticoncepcionais e educação sexual para não abortar!
Aborto livre, seguro e gratuito para não morrer!

TRABALHO IGUAL DEVE TER SALÁRIO IGUAL
O DIEESE aponta que cada vez mais os lares são chefiados por mulheres.  No entanto, as mulheres trabalhadoras seguem sendo a maioria nos empregos precários e desvalorizados como o trabalho doméstico. A maioria das pessoas que precisam sobreviver com o Bolsa Família são mulheres, também dominam índice dos que recebem até um salário mínimo. Além disso, profissões ligadas à saúde e educação também são desvalorizadas por representarem tarefas femininas. Patrões driblam as leis contratando as mulheres para as funções inferiores nas fábricas.

Salário igual por Trabalho igual é um direito das mulheres trabalhadoras!
Pela imediata dobra do Salário Mínimo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui a sua opinião!

Marcadores