5 de julho de 2011

Marcha da Liberdade em Curitiba

A Marcha da Liberdade, realizada no dia 18 de Junho, sábado, rompeu o silêncio conservador da cidade de Curitiba. Saindo da Praça Rui Barbosa, após uma bela apresentação do grupo Maracatú Itá, os cerca de 400 manifestantes saíram pelas ruas da cidade cantando e bravejando diversas palavras de ordem.
As duas reuniões de organização anteriores à Marcha, uma maior que a outra, deram uma prévia do que seria a manifestação do dia 18 de Junho. Dos acalorados debates sobre pontos organizativos aos próprios temas que seriam abordados na Marcha, prevalecia a necessidade de se conservar a mais ampla democracia e livre expressão a toda diversidade de grupos, coletivos, movimentos e partidos participantes. Coincidentemente, ao final da segunda reunião, recebemos com entusiasmo a informação de que o STF havia aprovado por unanimidade a legalidade das Marchas da Maconha, a qual – junto com sua forte repressão policial – foi o estopim para as marchas em todo o Brasil.


A Marcha contou com diversos movimentos, coletivos e partidos. Entre eles, chamavam atenção representantes indígenas que faziam ouvir sua voz contra a construção da Usina de Belo Monte e o repúdio à aprovação do Novo Código Florestal, do Dep. Aldo Rebelo (PCdoB); as mulheres da Marcha das Vadias -- que se realizará no dia 16 de Julho -- puxavam as palavras de ordem contra o machismo, o racismo, a homofobia e a opressão as mulheres e os homossexuais; grupos artísticos lutando contra o absurdo projeto de lei que pretende silenciar as bandas que se apresentam na noite curitibana, além de contar com diversos cartazes com frases de apoio à luta dos povos árabes, reivindicações ao governo, repúdio a criminalização dos movimentos sociais e etc. Todos eles pararam o trânsito diversas vezes, fazendo declarações e chamando atenção dos motoristas para a questão ambiental.
A mediocridade da mídia empresarial tentou diversas vezes associar a Marcha da Liberdade à Marcha da Maconha, pensando que dessa forma desmoralizariam perante a opinião pública o real intuito da Marcha da Liberdade. Entretanto, quem esteve presente, constatou que o ato foi muito mais além. Para além de reivindicar apenas a descriminalização das drogas, a marcha se tornou um grande espaço livre onde todas demandas reprimidas de muitos setores da sociedade emergiu.
O sucesso das Marchas da Liberdade por todo país foi incontestável. Pois é preciso considerar que este foi um ato coordenado e simultâneo em todo o país, e se nesta ou naquela cidade o número não passou de algumas centenas, no país inteiro fomos dezenas de milhares! Algo inédito em muitos anos.
Mais importante ainda se considerarmos que após as marchas, na maioria das cidades, os diversos participantes perceberam a necessidade do estreitamento de laços entre si e se consolidaram em grupos de discussão, de atividades e etc., evidenciando, assim, a disposição de luta destes setores e o crescente despertar de uma consciência política para a necessidade da reconstrução coletiva e comum da sociedade.

Em Curitiba, o próximo passo deliberado pelo grupo Marcha da Liberdade será a construção, o apoio e a participação da Marcha das Vadias que será realizada no próximo dia 16 de Julho, conforme o site: http://marchadasvadiascwb.blogspot.com

O PSTU esteve presente desde o início na construção e participação das manifestações e estará presente em todas lutas que virão!

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