30 de maio de 2012

Nota de apoio à greve na UFPR!

DILMA, BASTA DE ATAQUES À UNIVERSIDADE PÚBLICA!
Balanço de cinco anos de REUNI
Nos discursos, na televisão e demais meios de comunicação à propaganda de que a expansão do ensino superior significou um grande avanço para o país esconde a verdadeira face do que significou o REUNI. Que não é outra coisa senão EXPANSÃO COM PRECARIEDADE E CORTE DE VERBAS para educação pública.
A presidente Dilma e o ministro da educação não se cansam de propagandear essa mentira, dizemos mentira porque a verdade é outra. Considerando apenas 2011 e 2012, os cortes de verbas no orçamento federal para as áreas sociais somam 115 bilhões de reais. O governo aplicou essa política porque optou governar para os grandes banqueiros internacionais, preferiu priorizar o grande capital em detrimento dos serviços públicos voltados às necessidades do povo trabalhador.
Somente nesse ano, aproximadamente 50% do orçamento público federal foi destinado ao pagamento da dívida pública, que serve ao enriquecimento de poucos banqueiros através da agiotagem com o dinheiro dos nossos impostos. O descaso é claro, a saúde pública sofreu um corte de 5,5 bilhões de reais e a educação de 2 bilhões de reais nesse ano. A lógica do governo é simples, retirar investimentos nas áreas sociais para poder beneficiar o grande capital com o dinheiro público.
A política para o ensino superior está inserida neste contexto geral. Há cinco anos os estudantes travaram uma forte luta contra o REUNI com diversas ocupações de reitoria em todo país, porque entendiam que o REUNI sem o aumento das verbas para educação pública acarretaria uma expansão sem qualidade. O resultado foi o aumento no número de alunos sem infraestrutura, sem assistência estudantil, sem contratações de docentes e técnicos suficientes, sem valorização dos profissionais e sem condições de trabalho adequadas. O ensino, a pesquisa e a extensão deram lugar à sobrecarga de trabalho para professores e técnicos.
NÃO FALTAM MOTIVOS PARA UNIR ESTUDANTES, TÉCNICOS E DOCENTES
EM UMA FORTE GREVE GERAL NAS UNIVERSIDADES DE TODO PAÍS
A universidade é composta de docentes, técnicos e estudantes, ela não existe e nem funciona sem esses três pilares. Todos somos vítimas dos ataques do governo federal, sofremos no presente, mas é o futuro da juventude do país que está prejudicado.
Além do REUNI e da precarização do trabalho, o governo aplica um duro plano de privatizações e terceirizações no ensino superior. Como é o caso dos Hospitais Universitários (HC´s). Também ataca a previdência social dos servidores federais, acabando com a aposentadoria integral para favorecer os fundos de previdência privados.
Com expansão e sem verbas, profissionais sofrem com as péssimas condições de trabalho e os estudantes sofrem com a falta de infraestrutura, de assistência estudantil e a má qualidade no ensino. Por esses motivos devemos fazer uma forte greve nacional unificada para derrotar o governo e conquistar uma educação pública de maior qualidade.

QUEREMOS EXPANSÃO COM 10% DO PIB PARA EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ!

Queremos expansão com qualidade e acesso livre ao ensino superior público. Somos contra as privatizações e terceirizações que abrem espaço à iniciativa privada e precarização das contratações nas universidades federais. Infelizmente a UNE (União Nacional dos Estudantes) está de mãos dadas com o governo federal devido aos cargos e dinheiro que recebe do Estado, por isso a necessidade de abrir caminho e construir um novo movimento estudantil independente do governo através da ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes Livres).
Essa greve precisa levantar a bandeira de exigência que se invista 10% do PIB já para educação pública. Essa é a única maneira de avançar na expansão com qualidade, e para isso Dilma deverá escolher um lado, é preciso romper com o grande capital e com os grandes tubarões do ensino privado para poder se colocar ao lado dos docentes, dos técnicos, dos estudantes e dos trabalhadores brasileiros.

1º Seminário de Programa do PSTU - Privatização


Pobres Poderes!


Por Renato Lobato
O governo estadual do Paraná está sendo sacudido por um novo escândalo, agora na Secretaria de Segurança Pública. Motivo de polêmica há mais de quase um ano, devido ao tarifaço do DETRAN, que determinou aumento de mais de 200% sobre as taxas deste órgão, sendo justificado pelo Sr. Beto Richa como necessário para se investir na segurança e, em particular na Polícia, agora vem à tona a forma como o estado e a cúpula da Polícia Civil usam as verbas, carros e a estrutura do estado para proveito próprio.
O Escândalo
Novamente um órgão da grande imprensa no estado do Paraná abre os esgotos, demonstrando como os governantes do estado tratam os impostos pagos pelos (as) trabalhadores (as).
Milhões do orçamento estadual que seriam para a segurança pública, seus carros e sua estrutura são usados pela cúpula da Polícia Civil para seu proveito próprio. Nos últimos dias, as fotos de chefes da polícia civil fazendo compras, levando filhos à escola ou até mesmo entrando e saindo de bordeis, jogaram luz sobre a bandalheira dos chefes desta polícia, que nada fez quando os policiais, investigadores e escrivães, flagraram na Mansão do Parolin, uma série de contravenções e provas que políticos e empresários estavam ligados ao local, e ainda estes policiais foram e estão sendo perseguidos pelo fato de darem o flagrante no local.
No interior do estado, a situação é quase caótica, com delegacias de cidades pequenas desativadas. As verbas alocadas para estes locais continuam saindo das contas do Estado, mas não se sabe pra onde foram.
Enquanto a maioria da população trabalhadora nas grandes cidades do estado vive cada vez mais insegura, onde o crime organizado, com claras ligações com setores das mesmas polícias que deveriam combatê-los, vem ganhando uma parcela da juventude pobre para suas fileiras. Não há investimentos em cultura, lazer e educação como opção para esta parcela da população que carece de opções. Pelo contrário, a prefeitura de Curitiba, parceira do governo estadual, acaba de anunciar a privatização dos equipamentos públicos da cidade, tais como Ópera de Arame, Pedreira Paulo Leminski, etc, deixando ainda mais elitista os eventos culturais na cidade.
Polícia pra quem e pra quê?
Olhando as notícias de Brasília, onde uma Cachoeira de escândalos, envolvendo um bicheiro e lobistas de grandes empresas e políticos da direita e do governo, ou olhando o atual escândalo na Polícia Civil do Paraná, nos perguntamos: pra que serve a polícia? Ou a policia serve a quem? Isto mesmo, pois se diz que a polícia e o judiciário serviriam para zelar pela lei e pela ordem da sociedade, mas, e quando é ela que está transgredindo a lei, quem a investiga? A corregedoria? Mas no escândalo da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, até a corregedoria usa o carro como quer.
Ou, com o monte de denúncias contra o bicheiro e os políticos envolvidos, por que ninguém é preso? Dificilmente serão, pois tanto o judiciário, polícias, governadores (chefes das polícias) estão envolvidos até o pescoço.
Assim, fica claro que as polícias servem e são bastante eficientes em desocupar bairros, bater em moradores e trabalhadores quando estes tentam dar voz as suas queixas e reclamações diante das omissões dos governos, sejam municipais, estaduais ou federal. Esta mesma polícia, composta na sua maioria por homens e mulheres vindos do seio da classe trabalhadora, quando sentem o peso dos baixos salários e a carestia da vida e tentam também dar voz as suas queixas, são taxados de insubordinados, bandidos e ou extremistas, perseguidos e expulsos da corporação.
São necessárias mudanças profundas nas atuais polícias
Primeiro, a unificação da polícia civil e militar. Segundo, que a população trabalhadora tenha controle sobre as mesmas, seja através dos conselhos comunitários ou outro órgão nas cidades e bairros, pois não pode ser que o policial se ache um ente superior aos trabalhadores comuns, pois não é. Terceiro, que os policiais desta polícia unificada tenham direito a se organizar em sindicatos e associações e direito de manifestação e que esta polícia unificada não esteja a serviço dos governantes de plantão para bater e reprimir a população trabalhadora. E, por último, mas não menos importante, que os próprios policiais e a população trabalhadora elejam os chefes da polícia.

25 de maio de 2012

PSTU LANÇOU SUAS PRÉ-CANDIDATURAS SOCIALISTAS EM CURITIBA


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Ontem os pré-candidatos socialistas do PSTU foram apresentados para as eleições municipais de Curitiba, Avanilson Araújo, como prefeito, e Mariane de Siqueira, como vereadora.
Mesmo com a fortíssima chuva que não parava de cair, 63 pessoas compareceram ao ato político de lançamento, representando os trabalhadores e a juventude lutadora dos bairros da periferia, do movimento popular e da juventude. Também esteve presente a representação do diretório municipal do PSOL, que saudou as pré-candidaturas do PSTU.
Avanilson Araújo
A pré-candidata Mariane avaliou que “o ato foi bastante vitorioso, porque contou com a presença de companheiros e companheiras que estão conosco todos os dias nas lutas, fico feliz em poder representar a candidatura de uma mulher revolucionária e socialista, a serviço da classe trabalhadora, das mulheres e demais setores oprimidos de Curitiba”. O pré-candidato à prefeito Avanilson destacou que “o PSTU terá lado nessas eleições, não é possível governar para os ricos e para os pobres, por isso estaremos somente do lado da classe trabalhadora. Defenderemos um programa socialista a favor dos trabalhadores e da juventude explorada e oprimida que vive em Curitiba, seremos porta vozes daqueles e daquelas que sofrem com o descaso dos governantes e dos ricos nas periferias”.
Mariane de Siqueira
Nessas eleições os grandes partidos já escolheram suas alianças e estarão do lado dos ricos. O PSDB de Beto Richa apoiará Luciano Ducci do PSB, enquanto o PT apoiará o ex-tucano e agora pedetista Gustavo Fruet. Esses projetos representam alianças da classe dominante que manda e desmanda na política da cidade, ano após ano, os grandes empresários financiam as campanhas desses partidos para depois cobrar a fatura. Nós não nos calaremos e vamos enfrentar de frente esses projetos burgueses.
Público presente ao
lançamento das
pré-candidaturas
Estamos felizes com o vitorioso ato de ontem e aproveitamos para agradecer todos que estiram presentes. Queremos construir uma campanha classista, socialista e independente da burguesia, para poder apresentar uma alternativa política justa para os trabalhadores e a juventude de Curitiba. Contamos com o seu apoio, o da sua família e dos seus amigos para nos ajudar nessa caminhada importante e necessária, porque juntos somos mais fortes para lutar contra a exploração e a opressão que imperam no capitalismo.